Cinemarte

Video/Dvd

Sono

A ULTIMA LEGIÃO  - THE LAST LEGION (2007)

 

 

 

 

Direção: Doug Lefler

Roteiristas: Jez e Tom Butterworth

Elenco:   Collin Firth, Sir Ben Kingsley, John Hanna, Aishwarya Rai, Kevin McKidd

Cotação Verde:

 

Análise:   Tem certos filmes com crianças que eu realmente odeio. Lógico que muitos casos se salvam, mas quando falamos de um filme de ação onde a criança é "protagonista" e não refém fica nitido que alguma coisa está errada. Até hoje acredito que o sucesso de Senhor dos Anéis no cinema não foi repetido por que TODOS os protagonistas dos filmes são crianças. Com exceção de alguns casos, como a cinesérie Harry Potter (Apesar do primeiro ser muito bobo) a maioria, incluso nesses casos este A última legião é de uma chatisse e de uma falsidade no desenvolvimento da criança que é impressionante.

 

O filme conta a história do herdeiro de Cesar, que devido a instabilidade de Roma naquele periodo vai ficar sob a guarda do general Aurelius (Colin Firth) para que seu crescimento seja preservado e que se torne o imperador. Além disso conhecemos seu tutor, interpretado por Sir Ben Kingsley que é o guardião do segredo de uma espada secreta, feita para Julio Cesar de metal vindo do espaço.

 

Como pode se esperar tudo da errado, o jovem é sequestrado e deve ser resgatado pelos soldados sobreviventes de Aurelius, gerando a partir dai uma viagem até a Britania, a visita a muralha de Adriano e o encontro com a ultima legião do filme. A, esqueci de contar, esse filme é feito para contar a história da lenda de Excalibur, e não necessáriamente do rei Arthur como esta escrito de forma estranha no poster nacional do filme ("O surgimento da lenda do rei Arthur")

 

Com personagens chatos, todos aparentemente desinteressados, e algumas interpretações estranhas o filme parece uma montanha russa de acontecimentos e situações cliches, algumas delas que eu vou comentar aqui. A personagem de Ben Kingsley (sem nome) em um momento da trama será "expulsa" de Roma por que é necessário que desempenhe um papel fundamental na sobrevivência do jovem César em um futuro próximo, porém o relacionamento dele com o pai do menino é ridículo, me fazendo pensar que o pai era o vilão do filme, já que aparece sempre brigando ou afastando o filho do seu tutor. Não seria mais interessante para o menino que o pai fosse uma pessoa boa, e que o seu tutor após ter ensinado tudo o que podia se afastar para continuar pela busca da espada. A coincidencia seria até melhor e sentiriamos o efeito do ataque contra a vila de Cesar de uma maneira mais pessoal.

 

Outro cliche idiota é a cena do ataque contra a muralha de Adriano no último ato do filme, e foi nessa cena que eu tive vontade de matar Cesar. Ele sai de dentro da muralha, onde estavam ocorrendo lutas naturalmente, porém era um ambiente mais seguro do que ele ir para fora e ficar no MEIO do exército inimigo, sendo necessário esse subterfúgio sem explicação nenhuma somente para que houvesse a famosa luta final.

 

Já malhei bastante o roteiro então sigo para as interpretações. Colin Firth discursando para seu exército em cena imortalizada e copiada inumeras vezes depois de Coração Valente me deu vontade de chorar, só comparável ao Batman sem voz de Val Kilmer, se ele fosse meu comandante com aquele pulso que ele demonstra em cena eu teria certeza que perderiamos a batalha. Será que é necessário passar por isso por alguns dólares, ou sera que a pessoa que seleciona o elenco e o diretor não conseguem enxergar que ele não serve para filme de ação, pelo menos para esse tipo. Ben Kingsley como o mágico tutor esta no padrão normal de salvador e guia, papel imortalizado ultimamente por Lian Nesson, porém não prejudica mais o que já esta muito ruim. Por último Kevin Mckidd que interpreta exatamente Lucios Vorenos da telesérie Roma, porém dessa vez do lado dos nórdicos, vilão e com mais barba.

 

Não tem o que falar desse filme, a não ser que gastei dinheiro a toa.

Só como curiosidade Aurélia, o feminino de Aurelius, é o nome da personagem portuguesa que Colin Firth se apaixona no filme Simplemente amor.

 

Melhor cena: Não tem.

 

American Way

À PROCURA DA FELICIDADE  - PURSUIT OF HAPPYNESS  (2006)

 

 

 

Direção:   Gabrielle Muccino

 

Elenco:   Will Smith, Jaden Smith, Thandie Newton, James Karen, Dan Castellaneta

Cotação Verde:

 

Análise:   Will Smith concorreu novamente ao oscar pela sua interpretação de Chris Gardner nesse filme que é baseado no livro que conta a história real de Chris que de praticamente um mendingo se tornou milionário ao ingressar no mercado de corretores de valores nos Estados Unidos lutando contra a miséria, preconceito, dificuldades e ao mesmo tempo em que cuida do filho.

 

Não podemos falar do filme se não pensarmos em como Will Smith evoluiu como ator. É impressionante como ele se desvincula cada vez mais do estigma de Um maluco no pedaço (Fresh Prince of Bel Air) e se transforma na maior estrela Hollywoodiana atual, arrastando multidões nos filmes que protagoniza. Dotado de capacidade de transformação nas pergonagens que interpreta, Smith aqui aparece envelhecido, cansado, contido e incrivelmente triste no decorrer da projeção. Cansado não só fisicamente, mas também mentalmente sem poder alcançar tudo aquilo que se esperava dele dos tempos de colégio e exercito, já que sempre foi considerado o melhor da turma e agora nada em que "toca" parece funcionar.

 

Contando com essa interpretação segura, e com uma construção inteligente das personagens, exceção a Linda (Thandie Newton) que pretendo tratar um pouco mais adiante, o filme não tenta criar no personagem de Jaden Smith uma dessas crianças espertinhas que falam como adultos ou até mesmo não apela para o dramalhão nem atitudes exageradas de Chris Gardner para demonstrar o sofrimento ou até mesmo a alegria dele, por isso o contido do parágrafo acima. Ele não gosta de demonstrar emoções e continua assim até o final do filme, é só verificar pela cena do metrô e de uma boa notícia que ele recebe.

 

Além da interpretação de Will, a interação com seu filho na projeção é excepcional, ambos se entendem muito bem e tem o espaço merecido em cena, sem nunca soar falso. Deve ter ajudado contracenar com o próprio filho (Jaden é filho de Will com a atriz Jada Pinked -Smith). O único porém é o papel de Linda, que não soa real pelo desanimo e com o desapego pelo filho. O desapego pela criança no momento de abadono de Chris soa muito rápido para parecer verossimil.

 

O roteiro do filme também é interessante, demonstrando a personagem principal com uma inteligência incomum, não apela para fatos como a exploração do gerente de Chris ou até mesmo a inteligencia dele em como ganhar mais tempo no trabalho. O único incomodo é a facilidade para vender o Scanner de sua propriedade quando ele mais precisa, sendo que no começo do filme somos informados exatamente do contrário, e a quantidade imensa de coincidências quando Chris é roubado/perde um desses scanners.

 

É um belo filme, mostra a uma interpretaçã excelente e uma história edificante. Vale a pena.

 

 

Melhor cena: A cena da viagem no tempo do metrô é excelente, terminando no banheiro, é linda, tocante e emocionante.

 

Quase

30 DIAS DE NOITE - 30 DAYS OF NIGHT  (2007)

 

 

 

Direção:   David Slade 

 

Elenco:   Josh Harnett, Melissa George, Danny Huston, Ben Foster

Cotação Verde:

 

Análise:   Este filme é baseado em uma Graphic Novel americana de mesmo nome, que conta a história da invasão de um grupo de vampiros a cidade de Barrow, uma cidadezinha que fica situada no extremo do Alasca e que devido a sua localização fica sem ver o sol durante os 30 dias em cada ano.

 

Aproveitando o ótimo trabalho de David Slade no excelente Meninama.com se esperava desse filme um tipo de terror além do Slasher Movie habitual. Não que a Graphic Novel não tenha gasto litros de tinta vermelha para simbolizar o sangue das vítimas, porém nunca no filme temos a sensação de medo e desespero que a obra original consegue passar. Fica a dúvida aqui se isso é devido ao trabalho do diretor ou a intervenção de algum produtor para que o filme fizesse dinheiro (Como se não pudesse fazer dinheiro com terror psicológico, mas tudo bem).

 

Obrigatoriamente o filme se passa quase todo em ambientes escuros, já dificultando a visão dos acontecimentos, o que dificulta bastante o entender das cenas com o uso de cameras de mão em alguns momentos. Eu particularmente não gosto desse recurso, apesar de bastante utilizado para demonstrar uma visão pessoal ou até mesmo aproximar o telespectador de algum momento em especial, esse recurso quando muito utilizado me conota a preguiça, já que impede um planejamento um pouco mais elaborado para um plano aberto.

 

Na avaliação dos atores, fica marcado aqui como Danny Huston consegue transmitir todo o pesadelo que deve ser encontrar um vampiro de verdade, seguro, ameaçador e infelizmente pouco utilizado. Melissa George mostrou para que veio, ou seja, gritar e correr e não demonstrar efetivamente nada que eu possa classificar como um bom trabalho e Josh Harnett seguro e garantindo o filme como o policial Eben e grande herói do filme.

 

Um cápitulo a parte fica para a participação de Ben Foster, atuando como um humano sem nome conhecido como "Mensageiro", ele é o responsável por preparar o terreno para a chegada do grupo de vampiro. Apesar de muito bem no papel, ele esta se assemelhando muito no tom de voz e na postura estranha que adotou em Alpha Dog, e fugindo um pouco da surpresa (e do corpo franzino) de Justiceiro. Dizem que esta muito bom no novo 3:10 to Yuma, mas se não parar de adotar o mesmo estilo de voz e interpretação vai ficar fadado sempre aos mesmos papéis.

 

Enfim esse é um filme fraco, feito para adolescentes que gostam do terror mais violento mas sem a classe dos outros filmes de vampiros. Pena.. pela Graphic Novel que eu li poderia ser mais,

 

 

Melhor cena: O Sacrifício de Enber antes de enfrentar o vilão no ato final do filme.

 

Poder

IKE O DIA D - IKE: COUNTDOWN TO D-DAY  (2004)

 

 

 

Direção:   Robert Harmon 

 

Elenco:   Tom Selleck, James Remar, Timothy Bottoms, Gerald McRaney

Cotação Verde:

 

Análise:   O filme conta a história real de Dwight "Ike" Eisenhower, homem escolhido pelo presidente americano Teodore Roosevelt e pelo primeiro-ministro ingles Winston Churchill como comandante supremo da força aliada e todo o planejamento para a execução do Dia-D, que consistia da invasão da França ocupada pelos nazistas e o plano de retomada da Europa.

 

Durante todo o filme vemos a escolha de Ike dos seus comandantes, de como vai funcionar a operação dos paraquedistas, infantaria, marinha, aeronáutica, todo o detalhamento de solo e principalmente das condições clímaticas.

 

Alinhando um elenco afinado, e um roteiro inteligente que explora bem toda a complexidade da concepção de uma estratégia enorme como a que foi empregada no dia D, é legal analisar também que o elenco esta muito afiado, principalmente Tom Selleck, que some (no sentido positivo da palavra) na interpretação de Ike, pode ser a falta do bigode, mas ele estava muito bem.

 

O que me incomodou no filme foi somente minha ignorancia acerca de dois fatos. O primeiro é a forma quase perfeita que IKe é tratado. Ele é bonzinho demais, preocupado demais com cada vida humana, não sei se um comandante supremo seria tão "puro", por isso gostaria de ler um pouco mais sobre esse figura histórica, a outra é a cena com o comandante Francês que nega-se a ajudar na invasão e a aceitar Ike como comandante supremo, mesmo que provisioramente, aceitando que o pais dele fique sem salvação ao invés de apoiar o ataque. Como recentemente houveram problemas entre EUA e França devido a invasão no Iraque, quero muito saber se a cena é verdadeira ou motivada por uma "vingança" de roteiristas patrióticos.

 

 

Melhor cena: A cena em que Ike da a ordem de execução do dia D, e fica sozinho na sala, com seus pensamentos e agora com a enorme responsabilidade de ter feito um ótimo trabalho, é a mais bonita e mais reflexiva do filme, da para sentir o peso nas costas daquele único homem.

Dispensável

DEU A LOUCA EM HOLLYWOOD - EPIC MOVIE (2007)

 

 

 

Direção:  Jason Friedberg e Aaron Seltezer

 

Elenco:  Kal Penn, Adam Campbell, Jennifer Coolidge, Jayma Mays, Faune A. Chambers, Crispin Glover, Fred Willard, Héctor Jimenez, David Carradine

 

Cotação Verde:

 

Análise:   Estava eu empolgado com o trailer de Espartalhões (Meet the Spartans - estréia nesse final de semana nos Estados Unidos) quando lembrei que tinha um filme de paródia em casa que não havia assistido, que era exatamente o filme Deu a Louca em HollyWood, ignorando qualquer comentário feito anteriormente para esse filme em sites especializados me arrisquei, e me arrependo muito disso.

 

O Filme conta a história de 4 orfãos que não se conhecem, uma jovem adotada pelo curador do Louvre, um latino que vive num monasteiro no Mexico, uma outra que se criou sozinha e esta viajando para Africa onde vai ser adotada por uma familia e um jovem mutante que vive numa escola especializada para essas pessoas.

 

Seguindo uma lógica irreal, e muito forçada até para um filme de paródia, os quatro ganham ingressos para visitar a fábrica de chocolates de Willy Wonka, lá são aprisionados e acham um guarda-roupa que é um portal para o mundo de Gnarnia, um local onde eles descobrirão seu verdadeiro "potencial" e ajudarão o povo daquele local contra a megera branca.

 

Sem contar com nenhuma cena engraçada, assisti o filme torcendo para que ele acabasse logo para que eu pudesse ir dormir. Contando com atores que não sei como foram seduzidos a participar desse projeto ( Vou doar um dinheiro para Crispin Glover e David Carradine, é melhor do que participar desse filme) o elenco é fraco, não anima e  o roteiro me admira como pode ter conseguido ser aprovado, quanto mais filmado.

 

Mas porém não poderia esperar mais de um filme que tem os mesmos produtores e o mesmo tipo de humor idiota do também famigerado Date Movie ( não lembro o nome em português) que também é muito fraco, sendo que não consegui terminar de assistir tudo.

 

Só espero que os Espartalhões consigam melhorar a qualidade das paródias atualmente, porém de qualquer forma já coloquei na minha lista de futuras compras os dois filmes da série Top Gang.

 

Melhor cena: Os créditos finais, não porque tenham qualidade, mas por que sinaliza que o filme acabou.

Comparação

SOBRE MENINOS E LOBOS - MISTIC RIVER (2003)

 

 

 

Direção: Clint Eastwood

 

Elenco: Sean Penn, Tim Robbins, Kevin Bacon, Marcia Gay Harden, Laurence Fishburne, Laura Linney

 

Cotação Verde:

 

Analise: Sobre Meninos e Lobos não é um filme, fácil, afinal ele mostra uma espécie de realidade nua e crua que todos nós tentamos esquecer que existe, ou você realmente se incomoda ou sente algo mais alem da repulsa inicial ao ver os jornais poliescos hoje da TV.

 

Sobre meninos e lobos começa com 3 meninos., que ao brincarem com cimento na rua, são abordados por supostos policiais, que dão uma suposta carona a um deles e a violentam durante 4 dias, até que o menino foge. Para quase 30 anos depois os 3 amigos se reencontrarem, um como um policial (Kevin Bacon - Encurradalas, O Lenhador), investigando a morte da filha adolescente da personagem de Sean Pean (O Interprete, Scarface), cujo principal suspeito é a personagem de Tim Robbins (Codigo 46, Alta Fidelidade), o adulto que era o menino violentado no começo da historia.

 

Para mim o filme mostra com crueldade e realidade as sequelas de um crime e como isso nos marca pela vida inteira, como um filho assassinado ou a exploração de quando fomos crianças, e como somos iguais aos animais, para atacarmos crianças inocentes, ou buscarmos vingança cega aos nossos impetos assassinos, ou até mesmo no final do filme, quando Sean Pean se abre para mulher Laura Linney ( Kinsey, simplesmente amor), e conta sobre um assassinato que cometeu, e ela, como a mãe de uma matilha, defende o marido, sem pensar com um ser humano, mas sim como um animal, somente na sobrevivencia e na proteção da cria dela e nõ mais em leis ou regras da sociedade que vive.

 

Por isso é um filme dificil, por que mostra que entre animais e homens, a diferença maior são as armas.

 

OBS - Apesar de achar o filme otimo, acho que foram criadas facidades em alguns fatos para mantermos Tim Robbins como suspeito, e pelo que eu entendi dos nomes Clint Weastwood trocou as crianças no começo do filme, como o loiro de cabelo curto é Sean Pean e o moreno de cabelo comprido é Kevin Bacon???

[ ver mensagens anteriores ]



Meu Perfil
BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, JARDIM AEROPORTO, Homem, de 20 a 25 anos, Portuguese, English, Cinema e vídeo, Música
MSN - gugumerlin@hotmail.com