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Crescer

JUNO - JUNO  (2007)

 

 

 

Direção:   Jason Reitman 

 

Elenco:   Ellen Page, Michael Cera, Jason Bateman, Jeniffer Garner, J.K. Simmons, Alisson Janney

Cotação Verde:

 

Análise:   O filme conta a história de Juno (Ellen Page), uma garota de 16 anos que um dia resolve fazer sexo com o melhor amigo e companheiro de banda, Paullie Blicker (Michael Cera). A partir dai acompanhamos a decisão dela de continuar grávida e doar o bebê para adoção ao casal formado por Jason Bateman e Jeniffer Garner e como se desenrola esta gravidez e seu relacionamento com o pai da criança, com seu próprio pai e sua madastra, com o casal que vai adotar seu bebê (que ela chama de "coisa") e com o próprio bebê.

 

Com um roteiro muito bem desenvolvido e gostoso de assistir, esse filme com toda razão foi indicado a 4 categorias ao oscar, a primeira que comento é o de roteiro original. Escrito por Diablo Cody, a nova menina dos olhos de Hollywood, que conseguiu alinhar personagens muito bem desenvolvidos, humor afiado e até mesmo referenvias pop´s dignas de comparação com Quentin Tarantino.

 

O próximo é item é a direção segura de Jason Reitman, se consolidando no segundo filme que faz para o mercado, o primeiro foi o excelente e cinico Obrigado por Fumar. Filho de Ivan Reitman, o diretor esta caminhado para se tornar um nome interessante no cinema independente e inteligente americano. Alinhando textos realistas mas com uma inteligencia excepcional ele demonstra versatilidade e ótimo timing para construir situações e afiar o elenco para uma excelente performance. Vale lembrar que o filme esta concorrendo as categorias de melhor filme e melhor diretor no oscar de 2008.

 

Falando em elenco é excepcional como todos os atores estão muito bem no papel que representam. A quimica entre Ellen Page com TODOS no elenco é absurda, não por menos a menina foi indicada para o Oscar de melhor atriz. Segura, sincera e incrivelmente esperta a Juno de Ellen Page é inocente e cresce ao longo do filme, porém diferente das demais caracterizações idiotas que vemos de adolescentes em qualquer filme essa é especial. Juno transita pela maturidade e pena inocencia, pela duvida e pela certeza de uma forma tão honesta que é dificil não se apaixonar por ela e pelas demais personagens.

 

Além de Ellen Page, Michael Cera se apresenta seguro como o rapaz apaixonado por Juno. Jason Bateman e Jeniffer Garner como o casal que procura a adoção pelo filho, porém não conseguem olhar para os próprios desejos nem mesmo se acertarem sobre o que querem da vida estão corretos e representam muito bem as ansiedades de cada um. Por último J.K. Simmons e Alisson Janney como o pai e a madrasta de Juno são o ponto seguro da menina, e alinham o excelente humor que caracteriza essa personagem e o crescimento que ela precisa ter daqui para frente.

 

 

Melhor cena: A cena após o nascimento do bebê, com Michael Cera deitado ao lado de Ellen Page, a confortando silenciosamente é o momento mais bonito e delicado do filme.

 

Apostas:  Se não levar o roteiro de melhor roteiro vou realmente ficar chateado, porém melhor filme, melhor diretor e melhor atriz acho muito díficil.

Surpreendente

EU SOU  A LENDA - I AM A LEGEND (2008)

 

 

 

Direção:  Francis Lawrence

 

Elenco:  Will Smith, Alice Braga, Sali Richardson, Paradox Pollack, Charlie Tahan, Emma Thompson

 

Cotação Verde:

 

Análise:   Eu sou a lenda começa mostrando a rotina sufocante de do cientista e capitão do exército Robert Neville (Will Smith), o único remanscente de uma praga que dizimou 96% da população, deixando o restante dividido entre os imunes a qualquer efeito da doença e os que foram alterados por ela, se tornando meio vampiro - meio zumbi.

 

Sozinho na cidade de Nova York, Neville tem somente a companhia de sua cachorra Sam, deixada pela sua filha após a fuga de sua mulher e a menina no ano de 2009, após os primeiros indicios de uma doença que começou em Nova York. Essa doença foi iniciada devido a uma nova droga criada por uma cientista para a cura do cancer e tem o nome de K-virus. Após 3 anos Neville ainda não conseguiu a cura.

 

Por se tratar de um filme que tem como tema principal o sentimento de solidão e isolamento, a maior interação de Will Smith é com a cachorra e com ele mesmo, e posso dizer com toda certeza que ele esta excelente no filme, mostrando uma feição envelhecida e cansada, inclusive ajudado pelos cabelos e a barba branca que deixou para o filme, fugindo do esteriótipo de super star de hollywood e atuando de forma honesta e muito convincente. Fiquei muito feliz com a presença de Alice Braga no elenco, quando ela comenta que veio de São Paulo durante o filme fiquei ainda mais feliz, já que é um filme americana que trata o globo como uma bola, e não somente América do Norte e Europa e Asia.

 

O filme é muito bem feito, demonstrando muito bem o isolamento psicológico de Neville, e até mesmo suas consequencias, como demonstrado na cena de café-da-manhã com Anna (Alice Braga), porém o final é um pouco convencional, até por que se falou muito sobre um final mais barra-pesada presente no livro (desconheço qual é, mas procurarei ler o livro para saber), o que talvez seja ainda melhor para entender a história.

 

 

Melhor cena: Nessa caso vou escolher duas, a escolha pela ação é a cena onde a cachorra Sam entra em um prédio escuro e Neville vai atras dela, é assustadora e a cena que Neville encontra um boneco na rua onde ele não deveria estar, mostra como ele é um bom ator de demonstra muito bem sua loucura no momento, tornando-se um herói irreal mas humano.

Promoção / Divulgação

Amigos bom dia, para quem ficar em São Paulo e quiser prestigiar o cinema nacional, aqui vai uma dica.

 

Para quem quiser ver o trailer o endereço no Youtube esta logo abaixo

http://br.youtube.com/watch?v=13oZXGZfdvY

(Não sei postar video ainda, me perdooem )

 Para quem ler aqui e estiver interessado, segue abaixo a relação de cinemas.

 

 

 

Crianças

SEIS SIGNOS DA LUZ - THE SEEKER: THE DARK IS RISING (2007)

 

 

 

Direção:  David L. Cunnigham

 

Elenco: Alexander Ludwig, Ian Mcshane, Frances Conroy, Cristopher Ecclestone

 

Cotação Verde:

 

  

 

Análise:  Partindo da idéia de ganhar dinheiro com a moda de filmes de fantasia que iniciou com a série de Harry Porter e Senhor dos Anéis no cinema, chega hoje o filme Seis Signos da Luz, baseado em mais uma obra literária, envolvendo um protagonista adolescente que deve enfrentar os poderes do mal pelo bem da humanidade.

 

O filme começa com o menino Will Staton curtindo sua nova vida na Inglaterra, depois que seu pai se muda com toda a imensa família (Will é o sétimo filho homem do casal, que ainda tem uma menina mais nova) e depois de perceber que está sendo perseguidos por alguns tipos estranhos e se interessar por formas circulares, que ele encontra em todo lugar, Will descobre que está destinado a ser um Seeker, um "caçador" dos signos da Luz, que vão dar poder a luz para vencer os crescentes poderes das trevas ( Cristopher Ecclestone) Tendo a proteção dos anciões da cidade, entre ele o personagem de Ian Mcshane como um dos guerreiros, Will agora se junta aos guerreiros da Luz para caçar os 6 signos do título.

 

O que incomoda nessa história toda não é nem a facilidade com que Will topa a história toda, tendo somente 2 momentos em que reluta ajudar e a aceitar essa realidade, o básico "Eu não sou quem vocês procuram" e uma cena em que ele da um Pity destruindo parte da cidade (Explico melhor depois), além disso, o que consegue incomodar ainda mais são os momentos em que a irmã mais nova, o irmão mais velho e dois irmãos dele descobrem que ele tem poderes, como se isso fosse completamente normal.

 

Outros pontos que acretido serem falhos no filme, é a ajuda dos 4 anciões , em nenhum momento do filme eles trabalham em conjunto ou protegem o Will. Ora, se Will é somente o Seeker e tem 4 guerreiros para protege-lo, eles poderiam ter momentos de luta, porém na única viagem que fazem com Will para recuperar um dos signos eles ficam imobilizados, deixando o trabalho inteiro para o menino, e na luta final são facilmente dispensados. Além disso, por se tratar de um filme para o público infanto-juvenil o filme tem que ficar se explicando, contei pelo menos 5 cenas onde a explicação de que os poderes das sombras estão cada vez maiores.

 

Em termos de atuação, nada a comentar, Ian Mcshane e Cristopher Ecclestone estão somente pagando as contas, e o rapaz Will até parece ser carismático, mas nos momentos dramáticos não se sai nada bem, portanto acredito que não foi muito testado. Todos no piloto-automático.

 

 

 

Melhor cena: Acho que a cena onde o vilão ameaça as pessoas da casa com gelo. É a única que consigo me esforçar um pouco para deixar passar.

Separados

P.S. EU TE AMO - P.S. I LOVE YOU (2007)

 

 

 

Direção:  Richard LaGravenese

 

Elenco: Gerard Butler, Hilary Swank, Gina Gershon, Lisa Kudrow, Harry Connick Jr., Khaty Bates  

 

Cotação Verde:

 

  

 

Análise:  Holly (Hillary Swank) e Gerry (Gerard Butler) são um casal vivendo em Nova York, que apesar de apaixonados brigam como todo casal normal e continuam completamentem apaixonados, apesar dos problemas de dinheiro, dos desejos conflitantes (filhos x estabilidade financeira) e demais problemas do dia-a-dia, até o dia que Gerry morre.

 

A partir dai Holly desaba em depressão, se afastando de todos os amigos e familiares, sendo incapaz de viver sem seu marido só encontrando alegria novamente no dia do seu aniversário, quando recebe um pacote endereçado por Gerry, que pede a ela que faça uma série de instruções que ele vai mandar em cada carta para que ela volte a ser feliz.

 

O filme parte dessa premissa para mostrar o periodo de um ano posterior a morte de Gerry na vida de Holly. Intercalando bons momentos de drama na vida de Holly, principalmente no seu relacionamento com sua mãe, com momentos cômicos forçados que ela vive ao lado das amigas, o filme tem dificuldade de adotar um gênero, o que se torna prejudicial para alcançar o resultado final. Afinal, devemos chorar e nos emocionar com Holly ao seguir as instruções do marido nas últimas oportunidades de "contato" que eles tem, ou devemos rir de algumas situações que aconteceram com eles no passado, ou que Holly passa com suas amigas.

 

Devido a essa dificuldade de generos, o filme deve ser analisado de duas formas distintas, o drama e a comédia. Como drama os momentos de Holly com sua mãe ou relembrando o marido são tocantes, mostrando realmente que Hillary Swank é uma grande atriz e que sabe demonstrar essas emoções pesadas sem ter que se tornar escandalosa, porém como comédia o filme força a barra para tentar fazer rir, tentando criar um alívio onde acredido que não deveria haver. Não acho que nenhuma cena seja sem-graça no filme, porém respostas sutis ou momentos intimos de uma familia, como a da irmã de Holly quando pergunta se ela quer ficar bêbada ou até mesmo na forma ironica de Gerry fazer todas as coisas, funcionam melhor que a cena do bote no lago com as amigas.

 

Na verdade uma das coisas que soa falsa no filme é a amiga vivida por Lisa Kudrow, uma devoradora de homens que flerta e ataca (Sim ataca) os homens no funeral de Gerry. Mesmo esse funeral sendo (acredito eu) aos moldes Irlandeses, sendo realizado no PUB da mãe de Holly e com uma festa regada a cerveja e uisque, o mais importante para ela é atacar os homens a estar com a amiga.

 

Outro perdido no filme é Harry Connick Jr., apesar de demonstrar a busca de Holly por uma nova vida ele me parece mais um psicopata com seu comportamento quieto e meio obsecado por Holly, ainda com o visual de cabelo liso lambido que me fez lembrar das fotos de Javier Bardem em Os fracos não tem vez.

 

Salvo nesse filme a interpretação segura de Gerard Butler como Gerry que realmente demonstra no olhar para Holly todo seu amor, de Khaty Bates no ultimo ato do filme, se revelando como uma pessoa insegura mas demonstrando o grande amor que tem pela filha e a própria Hilary Swank no "arco" drámatico do filme.

 

 

 

Melhor cena: Muitas cenas do arco drámatico podem ser consideradas para esse etapa, mas devo escolher uma, apesar de todas as cenas de Holly e Gerry serem agradáveis, a melhor parte do filme é a conversa de Holly e sua mãe que começa no PUB e termina no Central Park, acho que pela constatação das duas que estarão sempre sozinhas e sempre juntas e também para mostrar o tom que o filme deveria ter tido.]

 

 

P.S. Adivinha

Renascimento

ROCKY BALBOA - ROCKY BALBOA (2007)

 

 

 

Direção: Silvester Stallone

 

Elenco: Silvester Stallone, Milo Ventamiglia, Burt Young, Antonio Tarver, Geraldine Hughes

 

Cotação Verde:

 

  

 

Analise: O Filme começa com Rocky mais velho, vivendo sozinho e revisitando os lugares onde esteve junto de sua amada, Adrian, que faleceu como o lutador diz de "doença de mulher", vivendo uma vida fora do circuito de lutas, dono de um restaurante com o nome da amada ele vive de entertainer, contando histórias de seu tempo de "glória". Distante do filho, que não aguenta estar sob a sombra do pai, o velho Balboa acredita, após ver uma simulação de uma luta sua com o atual campeão, que pode voltar a lutar lutas menores na cidade, porém com a publicidade recem-adquirida pela simulação os empresarios do lutador Mason Dixon preparam uma luta de "exibição" entre os dois, que pode significar a glória para um ou outro, ou quem sabe ambos.

 

Demonstrando bastante segurança como diretor, e voltando a origem da personagem que criou na década de 70, Stallone surprende e se reinventa mais uma vez, como ator sério e até mesmo competente para mostrar a história de sobrevida de alguem que parecia não ter mais motivação (já que desde a morte da esposa vivia do passado dos dois), ajudando uma antiga conhecida da comunidade, o filho da mesma e trazendo o filho para perto de si, Rocky descobre que apesar da idade ainda pode realizar algo no mundo, e principalmente para ele e o próximo.

 

Contando com um roteiro bem escrito tambem, é gostoso ver que diferente dos filmes anteriores o importante nesse caso não foi a  luta final e sim como Rocky se desenvolve e constrói sua trajetório durante a projeção, sendo bastante verossimil a personagem, principalmente na maneira de falar e discursar, mantendo o jeito simples, direto e bruto de Rocky, inclusive sua aparente inocencia e crença nas cenas do julgamento da comissão de boxe e da bronca que ele da no filho. O roteiro e o diretor (a mesma pessoa :-D) tambem são verossimeis a forma de Rocky lutar, já que não pegaria bem um lutador recém-egresso da aposentadoria de 60 anos pulando como um boxeador mais novo no ringue.

 

Melho cena: Muitas cenas boas e fortes ocorrem durante a projeção, mas a cena de entrada do lutador ao som de Frank Sinatra e a saida do ringue em glória, sem importar para o resultado da luta é ainda melhor, já que mostra que nem sempre o vencer é o mais importante (coisa dificil em qualquer país, principalmente o nosso) e que certos nomes do esporte ou que fazem parte da história de um país devem ser respeitados(mais um dos itens que "faltam" ao nosso Brasil)

Chances

GRANDE FAMÍLIA (2005)

 

 

 

Direção:  Maurício Farias

 

Elenco: Marco Nanini, Marieta Severo, Guta Stresser, Pedro Cardoso, Andrea Beltrão, Paulo Betti, Lucio Mauro Filho, Dira Paes, Tonico Pereira

 

Cotação Verde:

 

Analise:  Quantas chances temos de fazer a coisa certa na vida, e de corrigirmos algum ato que tenhamos errado? No novo filme da Grande Familia, utilizando um misterioso evento que ocorre perto de uma situação de perigo do Lineu a historia se desenrola de 3 formas diferentes, para contar como 3 "diferentes" Lineus (marco Nanini) reagem a noticia (não confirmada) que morrerá em breve, e como pretendem preparar a familia e viver a vida sem contar a noticia para o resto dos seus familiares.

 

Se aproveitando da visão de eventos dos Lineus preocupado, aventureiro e romantico o filme se torna 3 pequenos esquetes da TV mas com a mesma história, contando logico com os recursos melhores de imagem e som do cinema, porem ficando aquem do material apresentado no formato original. Talvez o tipo de comédia dramática que a série vende não sirva para ser feita em tres histórias diferentes.

 

O filme alterna momentos hilários (em especial as cenas com Tonico Pereira e Marco Nanini - hílarias, ou as cenas com Pedro Cardoso), com momentos que acredito serem pesados demais para o tipo de produção como o tapa na cara de Lineu em seu filho Tuco (Lucio Mauro Filho), o que deixa até mesmo estranho o clima no filme no decorrer da produção. Apesar disso é um filme gostoso de ver, porém talvez funcione melhor para quem não acompanha a série na TV, que apesar da tela ser menor, tem uma superior qualidade em relação ao filme.

 

Melho cena: A melhor cena do filme é no ultimo quadro, com a conversa entre Lineu e Agostinho na pastelaria do Beiçola, quando Agostinho anuncia a gravidez de Bebel e faz uma revelação ao sogro que é de encher os olhos, uma cena bem escrita e bem dirigida, com dois montros brasileiros que ficou muito boa.

 

mistério

CÓDIGO DA VINCI - DAVINCI´S CODE (2006)

 

 

 

Direção:  Ron Howard

 

Elenco: Tom Hanks, Audrey Tatou, Jean Reno, Ian Mckellen, Paul Betanny, Alfred Molina

 

Cotação Verde:

 

Analise: O filme conta a história do simbologista Robert Langdon (Tom Hanks, de Terminal, Quero ser Grande, Naufrago), um americano que se ve numa grande conspiração que começa com um assassinato e se transforma numa grande corrida contra a policia e a favor da verdade.

 

O filme é inspirado no livro de grande sucesso do mesmo nome, como eu li o livro mas não lembro de tudo vou me ater a analise somente do filme, que considero fraco, tanto de estrutura quanto de compreensão, o livro apesar de ser estruturado como um grande roteiro, tem personagens fracos, principalmente a interpretada por Audrey Tatou, que não sei se por causa do roteiro ou de uma interpretação fraca da mesma. Quanto ao resto do elenco, o esperado foi o que o diretor conseguiu, Tom Hanks, salva um personagem mal desenvolvido, e da um pouco mais de alma no filme, Alfred Molina parece o Dr. Octopus sem apetrechos, se limitando a levantar a sombrancelha para cara de mal, Jean Reno trabalha muito bem com a duvida que recebe entre logica e igreja (para mim uma excelente metalinguagem do que ocorre hoje no mundo), e Paul Betanny, como o monge assassino Silas e Ian Mckellen, como Sir Ian Tableight, um pesquisador que conhece toda a historia verdadeira do Graal.

 

Mas falhas dos atores a parte, o erro principal é do roteirista Akiva Goldsman e do diretor Ron Howard, o roteiro se encontra fraco, lógico que não facil  transpor um livro para outra midia, mas no livro, a falta de desenvolvimento das personagens funciona por causa da urgencia, e da ansiedade do leitor em saber o que acontece, no filme, como essa urgencia foi substituida por uma aura de suspense mais parada, as personagens principais se tornam vazias, e os dialogos um tédio e irreal demais, o que perturba bastante.

 

Ainda falando no roteiro, quem não leu o livro boia em muitas informações, apesar de não achar que as informações sejam jogadas, achei que faltou algum esclarecimento, como o por que da atitude do gerente do banco, para quem ele trabalha ou o que queria, e indo para o campo técnico, o que leva um diretor a trocar a fotografia tradicional para a fotografia granulada no momento em que as personagens principais chegam a casa de Sir Ian, utilizar isso como forma de descrever presente e passado acredito que funciona para os menos avisados, mas mudar de uma hora para outra o filme sem motivo aparente acredito que é uma falha técnica sofrivel.

 

Não sei como classificar esse filme como bom ou não, por que ele não transmite bem a idéia do que acontece no livro ou da sua urgencia e seu nervosismo, espero que em Anjos e Demonios a equipe se saia melhor, esse realmente continua um mistério para mim.

Poder

V DE VINGANÇA - V OF VENDETTA (2006)

 

 

 

Direção:  James Mctiegue

 

Elenco: Natalie Portman, Hugo Weaving, Stephen Rea, John Hurt, Stephen Fry, Rupert Graves

 

Cotação Verde:

 

Analise: O filme conta a história de Evey, uma garota que vive na londres controlada por um regime totalitarista  no ano de 2020, e como ela é inserida no plano de V, um homem com força e agilidade sobre-humana, que procura vingança contra esse regime e usa uma mascara de Guy Fawkes, na noite de 5 de novembro ele explode o prédio do forum de londres e convoca o povo a se reunir em frente do parlamento no ano seguinte que ele explodira o mesmo, como tentou o Guy Fawkes original.

 

Esse filme ja ganha como um dos mais senão o mais polemico do ano, já que mostra uma ação de terrorismo justificada, e se mostra extremamente atual, já que o controle de liberadade de expressão e das ações de cada uma das pessoas da população da Inglaterra não foge muito a regra que nosso amigo Bush esta pensando em fazer nos Estados Unidos.

 

O filme tambem é poderoso, tem um roteiro extremamente bem amarrado, que acredito respeita muito o trabalho de Allan Moore, e mostra com maestria o desenvolvimento da personagem Evey (" Você mesmo disse que um artista diz uma verdade através de uma mentira, com detalhes sutis que ligam alguns dos atos, textos inteligentes e sitações de filosofia que so acrescentam ao texto, ja que mostra toda a arte e a cultura que esse regime proibiu, então de novo fazemos a pergunta, até onde um ato de terrorismo é justificado, o que foi repreendido no Brasil para que tivessemos os levantes contra a ditadura.

 

O filme mostra essa forma de poder centralizada e resume bem a situação atual do mundo, onde o povo não deveria temer seu governo, e sim o governo deveria temer o povo, alem de tratar de um tema extremamente delicado como terrorismo, o filme tambem prega a igualdade dos individuos não importanto raça, credo e cor (perceberam como não tem negros, japoneses ou hispanicos nessa nova Inglaterra), não importando tambem suas escolhas e caminhos na vida, sinterizada de forma brilhante essa escolha no momento em que o apresentador de TV explica o por que de um determinado convite, e sobre uma triste história de uma atriz de cinema.

 

Aproveitando o cenario atual no Brasil, faz quem assiste pensar se não seria esse o caminho a tomar, apesar de discordar não sei se a situação atual nos permite pensar em outra coisa, apesar de ainda não pensar muito em vingança, mas sim em justiça.

O novo e o manjado

MISSÃO: IMPOSSIVEL 3 - M:I:3 (2006)

 

 

 

Direção: J. J. Abrams

 

Elenco: Tom Cruise; Ving Rhames; Philip Seymour Hoffman; Maggie; Billy Crudup; Michelle Monaghan; Jonathan Rhys-Meyers; Keri Russell; Laurence Fishburne; Sasha Alexander; Greg Grunberg; Simon Pegg.

 

Cotação Verde:

 

Analise: Missão Impossivel 3 é ao mesmo tempo uma renovação e uma sensação de deja vu, ao mesmo tempo que é prazeroso ver como J.J. Abrams comanda bem o filme (o que impede um temivel rumor de que ele era um diretor "comandado" por Tom Cruise) e da uma sensação de imediatismo, angustia, e desespero ao filme e ao público que o consagrou na TV (Vejam Lost e vão saber do que eu digo), e da abordagem que o diretor da a alguns detalhes de cena, como um sapato, uma pa voando, ou até mesmo os capangas.

O filme mostra como Etan Hunt (Tom Cruise) esta feliz ao lado da noiva Julia (Michele Monaghan), somente com o trabalho de treinar novos recrutas, porem sua vida pacata esta contada quando ele se envolve numa missão em Berlin para salvar sua primeira aluna aprovada, interpretada por Kerri Russel (bem diferente de Felicity, ponto para ela)

 

Dai para frente o filme é acção e muita adrenalina, e tambem muitas surpresas, o diretor corta o marasmo de alguns momentos com surpresas impactantes e nos impede de saber o que irá acontecer com as personagens principais, já que nunca mostra o vilão a não ser quando o mesmo esta sendo observado ou interagindo com as personagens principais.

 

Com a ajuda de Vinh Rhames, Suzie Q e Jonathan Rhys-Meyers, esse filme retoma o conceito da série original, onde uma equipe desepenhava missões sem muita ação, mas com muito planejamento, elemento esse brilhantemente demonstrado por Brian de Palma no primeiro filme e esquecido por John Woo no segundo, esse se mantem como um meio termo.

 

O unico ponto fraco do filme é a falta de explicação do que se trata o "Pé de Coelho", o que elimina a possibilidade de nos envolvermos mais com história o que tira um pouco a sensação de urgencia mundial da missão de Hunt (mas ajuda a definir seu principal ojetivo como sendo sua vida pessoal, ponto a favor devido a abordagem mais humana dada a Hnt nesse filme), e o final do terceiro ato que rebaixa um pouco a magnitude do melhor vilão que eu ja tenho visto no cinema atualmente, vivido brilhantemente por Phillip Seymou Hoffman (não precisa ser malhado para ser ruim viu), alem de ja ser facil definir o final para quem assiste a muitos filmes assim.

 

Resumindo o filme é muito bom, não chega a ótimo, mas acho que chegar a ótimo num filme de ação é uma Missão (quase) Impossivel.

homenagem

QUATRO IRMÃOS - FOUR BROTHERS (2005)

 

 

 

Direção: John Singleton

 

Elenco: Mark Wahlberg, André Benjamin, Tyrese Gibson, Garrett Hedlund, Terrence Howard, Josh Charles, Sofia Vergara, Chiwetel Ejiofor, Jernard Burks, Barry Shabaka Henley, Fionnula Flanagan.

 

Cotação Verde:

 

Analise: Eu adoro os anos 70, seus filmes politicos, polemicos, os movimentos artisticos, Jimmy Hendrix, o começo da Black Music, e a Blackexplotation, foi o começo do movimento que definiu uma nova vertente do cinema, o filme black, que tem como principal nome o filme do Shaft.

 

Mas por que estou dizendo isso desse filme???? Por que esse filme, apesar de protagonizado por Mark Wahlberg (Golpe de Mestre) o filme é black em toda sua excencia, e suga das suas duas principais fontes de inspiração, os filmes western e o tipo de anti-herói dos anos 70, um clima de filme de ação e de uma familia unida.

 

A atuação dos membros da familia são otimas, dando vontade de ver um filme normal, se a ação desse filme para acompanharmos essa "familia" unida, com suas brigas e as brincadeiras, tendo para mim a unica falha desse filme a sua trilha inconstante, o diretor John Singleton é fã do Blackexplotation, mas tambem adora Hip Hop, o que tira o foco do clima que fica na história de western, e apesar de ser um filme em épocas atuais, eu imagino uma trilha de Isaac Heyes, Lynard Skynard e Barry White, ou pela natureza dos quatro irmãos um começo com Born to be Wild do Steppenwolf.

 

 

Mesmice

FORA DE RUMO – DERAILED (2006)

 

Diretor: Mikael Håfström

 

Elenco: Clive Owen, Jennifer Aniston, Vincent Cassel, Melissa George, RZA

 

Cotação Verde:

 

Analise: Quinta-feira, dia bom para filminho de cinema, e la fui eu ver uma comentada atuação de Jennifer Aniston (Dizem por aí, Quem quer ficar com Polly) como Lucinda Harris, no thriller Fora de Rumo.

 

A história conta sobre um casal casado ( não um com o outro) que depois de um encontro casual no trem, criam amizade, cumplicidade (repare na cena onde Charlie não conta algo importante para mulher mas conta a Lucinda) e logo se tornam amantes, mas na primeira noite de amor dos dois, ambos são assaltados e o homem, Charlie, vivido por Clive Owen (Rei Arthur, Closer, Sin City) começa a ser ameaçado.

 

O filme é bom, atuações boas do casal de protagonistas e do vilão Vicent Cassel (Irreversível, Doze homens e outros segredos), mas tem aquela velha historinha de “surpresas” em thriller que todo mundo conhece, o bom do filme é a reviravolta, e até mesmo a violência que o vilão agride Charlie, é um vilão inteligente, que quase não se deixou ser pego por burrice ( dois pequenos deslizes, mas não diria que são do vilão, mas sim do roteirista preguiçoso que precisava dar os meios de vingança para Charlie)

 

O filme se salva basicamente na interpretação dos protagonistas, principalmente Vincent Cassel, pois o roteiro é fraco, cheio de clichês e bem furado.

 

Vale para um filminho de passa tempo... e só... nada que vai deixar ninguém fora do rumo.

Melhor filme ou momento??

OSCAR 2006 - MELHOR FILME

 

O que dizer do Oscar desse ano????

 

Não vou cair no lugar comum de dizer quem deveria ou quem não deveria ter ganhado, não vou falar em votos políticos ou de “situação”, mas quero falar da premiação.

 

ALGUEM REALMENTE ACHOU QUE OS SEGREDOS DE BROCKEBACK MOUNTAIN GANHARIA?

 

Por que realmente eu não achei isso nem por um minuto...

 

Não que o filme não seja bom, ele é, é sufocante, triste, depressivo, mas é um excelente filme, não sei se merecia ganhar, se dentre os 5 (não vi ainda Crash e Boa noite e boa sorte) era o melhor, mas mesmo se fosse, alguém realmente achou que ele ia ganhar???

 

Por que por mais que a Academia queira mostrar que é moderninha, ela é na verdade, formada por senhores de pensamento antigo, meio atrasado, que prega a igualdade racial, mas parece que não a sexual.

 

Mas o que eu defendo nesse filme, é que o premio tenha sido dado ao melhor filme, não sei se essa foi à intenção dos “velhinhos do Oscar” mas não acho que o filme deve ser votado pelo momento, para que o Oscar defenda a união dentre pessoas do mesmo sexo com um premio de melhor filme, o Oscar tem que defender o que eles consideram o melhor filme, independente de necessidade da premiação no contexto mundial.

 

E se pensarmos no contexto mundial, o único de caráter irrelevante é Capote, ou alguém ai acha que não existe mais terrorismo, política do pânico, preconceito racial e sexual no mundo????

RODA GIGANTE

MUNIQUE - MUNICH (2006)

 

Diretor: Steven Spielberg

 

Elenco: Eric Bana, Daniel Craig, Ciarán Hinds, Mathieu Kassovitz, Hanns Zischler, Ayelet Zorer, Geoffrey Rush, Gila Almagor, Michael Lonsdale, Mathieu Amalric, Lynn Cohen, Moritz Bleibtreu, Marie-Josié Croze.

 

Cotação Verde:

 

Analise: Apesar de um fã incondicional do trabalho de Spielberg, reconheço que os filmes dele nunca tocaram fundos em relações políticas, já tratando de algumas polemicas (A cor púrpura, A lista de Schindler, Amistad), mas nunca “colocando o dedo na ferida” de uma política atual, sempre se guardando ao passado.

 

Mas então veio Munique.

 

Munique retrata  a retaliação Israelense ao atentado cometido nas olimpíadas de 1972, na cidade que da nome ao filme, onde a ação terrorista, e uma “ação” policial desastrosa resultaram na morte de 9 atletas israelenses, na Vila Olímpica e no aeroporto da cidade.

 

O filme não é um filme de ação, não existe herói, nem vilão, nem mocinho, nem bandido, todos estão “errados”, todos estão “certos”, o filme mostra a reação em cadeia que um ato de violência pode causar, e como esse circulo se torna mais sangrento a cada ato, sendo esse ato um míssil disparado por Israel (somente comentado, um ataque a uma olimpíada, ou assassinatos).

 

Munique ainda é cheio de diálogos com duplo sentido, que nos puxam de volta a história, inclusive nos momentos felizes, mostrando que o mundo que as personagens estão vivendo é um mundo sem sentido, de vida dupla, como ao congratular o protagonista Aven (Eric Bana, de Hulk e Troia) um outro personagem no minuto seguinte o parabeniza pela morte de uma das vitimas.

 

O filme deixa muito desse duplo sentido no ar, já que não da provas as suas personagens se os atos terroristas (sim, entre os ocidentais existe o terrorismo também) são realmente justificados, se as pessoas mortas realmente são merecedoras de morrer, ou se a causa do “outro lado” também não é justa, por isso os méritos desse filme, ele não separa o ocidente e o oriente, ele na verdade nos une, e mostra que um ato de violência é violência em qualquer lugar, e que em qualquer lugar ele não vai trazer solução nenhuma.

 

 

Egocentrismo na altura de um Oscar

CAPOTE - CAPOTE (2006)

Diretor: Benett Miller

Elenco: Philip Seymour Hoffman, Catherine Keener, Clifton Collins Jr.; Mark Pellegrino; Bruce Greenwood; Chris Cooper; Amy Ryan; Bob Balaban

Cotação Verde:

Analíse: Não gostei de Capote...

Simples assim, mas olhando para o número de estrelas no topo desse
comentário você deve estar se perguntando como alguém não gosta de um filme
e coloca 5 estrelas nele, a explicação vêm a seguir.

O Filme Capote incorpora o período de criação do livro mais famoso do
escritor Truman Capote (Phillip Saymor Hoffman – Quem quer ficar com Polly,
Dragão Vermelho...), A Sangue Frio, onde ele conta a história real do
assassinato de uma família do Kansas, através de pesquisa no local com
envolvidos e com a dupla de assassinos, principalmente aquele que Capote
considera o mais humano deles, Perry Smith.

Auxiliado por Harper Lee (Catherine Kernner – Quero ser John Malkovich),
Capote acompanha todo o processo de julgamento, auxiliando os suspeitos com
um advogado indicado. É a partir daí que você pode escolher se gosta ou não
de Capote, mas para tanto devo indicar que essa critica pode conter material
que conte muito a história do filme, se você não liga, e já que o filme não
é um mistério, leia por sua própria conta e risco.

Capote, faz um paralelo interessante com Perry Smith, comentando que eles
parecem irmãos que cresceram na mesma casa, sendo que Capote saiu pela porta
da frente e Perry pela porta dos fundos, e os dois no decorrer da história
tem a mesma (ou pelo menos similar trajetória).

-Perry – Invade a casa da família no Kansas, faz extrai o que quer da
família, faz falsas promessas, assiste a morte da família e se arrepende do
que fez, levando a amargura para o resto da vida.

-Capote – Invade a vida de Perry, extrai as informações para seu livro, faz
falsas promessas e alegações, assiste a morte de Perry e se arrepende do que
fez, levando amargura para o resto da vida.

Com um elenco afiadíssimo, excelente interpretação de P. S. H., esse filme
vem sendo aclamado pela critica americana e concorre a inúmeros prêmios, mas
como não conheci Capote, para mim mostra somente um gênio egoísta, mesquinho
e egocêntrico, que necessita estar em evidencia (outra coisa similar com
Perry) e sempre aparece como o centro das conversas em festas ou eventos.

O filme Capote e talvez não fizeram eu gostar de Capote, mas de apreciar o
caminho de redenção que o filme nos mostra, mas não de Perry, e sim de
Capote.

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