Cinemarte

 
 

lágrimas

UP - ALTAS AVENTURAS - UP (2009)

 

Cotação Verde:

Direção: Pete Docter, Bob Peterson

Roteiro: Bob Peterson

Elenco: Christopher Plummer (voz), Edward Asner (Carl Fredricksen - voz), John Ratzenberger (voz), Jordan Nagai (Russell - voz)

 

Up é o 10° longa metragem da Pixar a ser lançado no cinema e como todo filme da Pixar conta com protagonistas incomuns, uma maravilhosa animação em aspectos técnicos e uma história envolvente e emocionante.

“Para cada alegria, uma lágrima”. Seguindo o mote de seu grande ídolo, Walt Disney, o produtor John Lasseter leva este lema à perfeição nesta história de um senhor da terceira (Carl) que após perder a esposa decide embarcar em uma aventura sonhada com ela desde a infância. O que ele não esperava era seguir viagem com um garoto curioso chamado Russel e encontrar personagens estranhos, como uma pássaro afetuoso, um cachorro falante atrapalhado e um antigo herói do passado.

Contando com um inicio belo que de forma ágil e sensível conta a história de Carl e Elle até os dias de hoje o filme consegue verter o publico as lagrimas logo em seu inicio, porém exceto por esta linda história de amor o filme não se sustenta, a trama não emplaca e apesar de momentos engraçadas – “Esquilo” – a narrativa e a história é a mais fraca da Pixar.

Como visual o filme tem uma construção interessante em construir os personagens mais velhos da trama com o rosto quadrado, enquanto as crianças possuem uma linha mais arredondada, até como forma de mostrar as diferenças não só de idade, mas também de comportamento. Também é bela a homenagem a kirk Douglas, inspiração ao vilão do filme e a Walter Matthau , clara inspiração para Carl.

Melhor Cena: Além da edição de abertura o clima que vai sendo criado na conversa dos dois velhos no dirigível é para um clássico de filme de suspense. Muito bom.

 

 

 

 
 

Maestria

CIDADÃO KANE - CITIZEN KANE (1941)

 

 

Cotação Verde:

 

Direção: Orson Welles

Roteiro: Orson Welles

Elenco: Agnes Moorehead (Mary Kane), Joseph Cotten (Jedediah Leland), Dorothy Comingore (Susan Alexander Kane)

Este é o início de um novo projeto, chamado Bravo, que significa avaliar os 100 filmes mais influentes do cinema de acordo com a lista da revista de mesmo nome.

Para começar avalio o filme de posição número 1 na lista, o filme mais aclamado e reverenciado de todos os tempos, uma obra prima do maior diretor de todos os tempos – Cidadão Kane

Esta crítica também serve para eximir parte de uma mea culpa, já que nunca tinha visto filmes tão antigos e nunca tinha visto cidadão Kane. Mas chega de falar disso e vamos falar do filme.

Contando a história do mago da mídia Charles Foster Kane, um menino humilde criado por um banqueiro logo depois que sua mãe recebe de pagamento pela hospedagem de um homem em sua pousada a escritura de uma mina de ouro que se acreditava estar esgotada.

O filme tem uma estrutura inovadora para a época, já que inicia a história a partir da morte de Kane e de suas palavras finais – Rosebud – A partir disso um repórter, com o ímpeto de tentar esclarecer quem era aquele homem através de suas últimas palavras começa a entrevistar quatro pessoas ligadas a Kane, seu melhor amigo (Leland), o presidente de sua empresa, sua ex-esposa e o banqueiro que o criou na infância.

É importante avaliar que o filme brinca muito com técnicas disponíveis e inventadas na época, sendo tanto um exercício de narrativa quanto de estilo e fotografia, para exemplificar isso é interessante ver como a aparição de Kane se inicia no filme como um filme mudo, onde consideramos o mesmo inocente e gentil, enquanto no final o visual do filme remete-se ao expressionismo alemão (a mansão de Xanadu) com Kane, este cada vez mais soturno e ameaçador.

Além disso o filme brinca com a persona de Kane, já que no começo do filme o mesmo é retratado por pessoas que se não o amam tem simpatia por ele, como seu “padrasto” e seu administrador, porém no final ao entrevistar seu antigo amigo, e agora desafeto e sua ex – esposa a visão que temos de Kane é a de um homem egoísta e mais interessado em si mesmo, dono da verdade e controlador.

É interessante identificarmos também como a fotografia é importante neste filme, tanto para a construção dos cenários e ambientes, como a obscuridade das personagens e principalmente para mostrar a iluminação do jornalista que conduz as entrevistas que elucidam a história. É interessante verificar como o mesmo esta sempre em sombras e quando finalmente esclarece parte da persona de Kane ele se elucida e se ilumina, com seu rosto aparecendo ao publíco.

Com excelentes atuações, principalmente por parte de seu protagonista interpretado por Orson Welles, o filme transita entre a empatia e o desgosto pelo seu protagonista, que não é considerado nem herói nem vilão na película. Porem apesar disso o filme nunca deixa de construir um protagonista cativante e interessante, que se tornou uma lenda do cinema mundial.

Melhor Cena: A cena de separação de Kane e Susan mostra muito de como Kane enxerga o mundo, e como Susan comça a realmente ve-lo - "Você é engraçado"

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