Sonho
REBOBINE POR FAVOR - BE KIND, REWIND (2008)

Direção: Michael Gondry
Roteiristas: Michael Gondry
Elenco: Jack Black, Mos Def, Denny Glover, Sigourney Weaver, Mia Farrow, Melonie Diaz
Cotação Verde: 




Análise: Antes de começar essa crítica, ou melhor dizendo esse comentário sobre o filme, quero lembrar que não sou crítico de cinema, não estudei cinema (ainda) e não fiz um curso de crítica de cinema para analisar angulos, movimentações de camera, palheta de cores, atuação e até mesmo estrutura e a história como um todo. Comento o que eu sei e as minhas limitações e opiniões vão de encontro ao que eu gosto ou não, também não muito longe dos criticos já que graças a Deus o cinema não é uma ciência exata, é arte e como arte ela reflete opiniões de acordo com o gosto de cada um.
Falo isso para dizer que esse filme para mim é envolvente exatamente pelo fato de tratar de um sonho de criança, fazer um filme. Uma crítica mais perfeita e técnica de um crítico que eu respeito e mais admiro pode ser encontrada aqui. Bom, explicado tudo devo dizer que para mim o filme é perfeito em retratar como o cinema envolve pessoas, cria união e principalmente movimenta sonhos.
Mas partindo do começo, o filme conta a história de dois amigos, Jerry (Jack Black) que trabalha em um ferro velho perto de uma estação de energia e Mike (Mos Def), assistente da locadora do Sr. Fletcher (Denny Glover), a Be Kind Rewind. Jerry é um desastradado e paranóico, que assustado com a possibilidade de microondas da proximidade com a estação de energia resolve sabotar o local. A sabotagem da errado então Jerry fica magnetizado, destruindo todas as fitas, o que obriga ele, Mike e futuramente a inteligente Alma (Melonie Diaz) a criar as versões Suecadas dos filmes em cartaz, o que gera sucesso e integração na comunidade.
O filme é inventivo e brinca com inumeras lembranças de filmes das décadas de 80 e 90 e brinca com a inventividade dos cineastas em realizar efeitos especiais sem utilizar muito dinheiro, exatamente como o Michael Gondry gosta de trabalhar nos seus filmes e algo raro hoje em dia. O filme não chega a ser hilário, mas traz um sorriso no rosto e para os cinéfilos é agradável a visão de como um sonho é sempre possível. Alinhado tudo isso a experiência anterior na mostra que fui no MIS aqui em São Paulo me identifiquei muito mais com as dificuldades de fazer um filme. Um sonho meu que se ainda não foi realizado transformarei em verdade... Como o documentário e a história no final do filme.
Melhores cenas: A sequência dos filmes sendo gravados mostrando a inventividade na produção e a interação da comunidade e a cena final que mostra o poder de mobilização do cinema para mim são emblemáticas e excelentes.
Escrito por Tio Verde às 19h24


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