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UM DIA DE CÃO  - DOG DAY AFTERNOOM (1975)

 

 

 

 

 

Direção: Sidney Lumet

Roteiristas: Frank Pierson

Elenco:   Al Pacino, Penellope Allen, John Cazale, Sully Boyar, Chris Saradom, James Broderick, Charles Durning

Cotação Verde:

 

Análise:   Eu nasci em 1982 e desde que comecei a assistir filmes sei que Al Pacino é um dos maiores atores da sua geração, assisti a filmes como Advogado do Diabo, Fogo contra fogo, Poderoso chefão e Advogado do Diabo que somente comprovavam isso, porém nunca havia me aprofundado na década mais significativa para a criatividade de Hollywood, os anos 70, que lançaram esse grande astros e outros mais (Robert de Niro, Dustin Hoffman entre outros)

 

Comecei a rever meus conceitos quando comprei o DVD de Um dia de cão, um clássico do cinema norte-americano dirigido por Sidney Lumet e com atuação primorosa de Al Pacino, John Cazale e Chris Sarandon.

 

O filme conta a história de um veterano do Vietnam chamado Sonny (Al PAcino) que ao tentar arranjar dinheiro para pagar a operação de troca de sexo de uma de duas "mulheres" resolve assaltar um banco em conjunto com o amigo Sal (John Cazale), contando com conhecimentos de um trabalho do passado ele sabe como funciona as agências bancárias, porém através de seu excesso de zelo e por não ser uma pessoa "má" o roubo que deveria durar 10 minutos acaba se alongando e se transforma em um circo para a mídia, uma situação de tensão para os policiais despreparados e Sonny em uma celebridade instantânea devido a forma como negocia e trata os policiais.

 

O filme é uma critica ao abandono ao ex-combatentes do Vietnam que perderam anos de vida em defesa a sua pátria (A cena da entrevista de Sonny mostra isso, já que ele não vai conseguir um bom emprego), ao despreparo dos policiais (os gritos de Attica, uma Carandiru americana e a forma como o Detetive Moretti vivido por Charles Durning e Sonny negociam) e a pressão do American Way of Live, onde sucesso e dinheiro são necessários para alcançar a felicidade.

 

Os méritos do filme são muitos, a camera do diretor Lumet não revela muito as ações dos policiais além do que Sonny e seu companheiro já acreditam ser padrão, portanto os planos do FBI e a tentativa de invasão do banco criam surpresas e expectativas ao público além de bons sustos dentro da narrativa.

 

Mas o grande mérito do filme é a dupla vivida por Sonny e Sal, enquanto Cazale transforma Sal em um sujeito quieto, amargurado, religioso e sem motivações aparentes, o que o torna ainda mais perigoso já que não sabemos até que ponto ele vai para não ser preso novamente (como ele mesmo diz), Pacino da brilho a personagem principal do filme, um homem que em poucos minutos ve toda a segurança que tinha ser jogada para os policiais,  o quase choro dele ao ver no que a situação se torna é o bastante para elucidar seu despreparo. Porém pela sua simplicidade e por ter o controle da sua vida pela primeira vez ele consegue fugir dessa pressão em torno de sua vida, desde a forma como não dialoga com a esposa verdadeira até como começa a controlar a ação dos policiais. Lógico que basta um agente melhor que ele, nesse caso o agente Sheldon do FBI vivivo por James Broderick para que esse controle desabe gradativamente até o climax drámatico e impactante do final do filme.

 

Esse é um ótimo filme, os momentos em que Pacino conversa com suas duas esposas e como ele toma conhecimento da realidade, no momento do certo e o final do filme são ótimos, e mostram por que Pacino é um dos maiores interpretes de todos os tempos.

 

 

Melhores cenas: A conversar de Pacino com seus parentes, Leon (Chris Sarandon) sua "mulher", Angie sua verdadeira esposa e sua mãe além do impactante final.

 

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