Cinemarte

American Way

À PROCURA DA FELICIDADE  - PURSUIT OF HAPPYNESS  (2006)

 

 

 

Direção:   Gabrielle Muccino

 

Elenco:   Will Smith, Jaden Smith, Thandie Newton, James Karen, Dan Castellaneta

Cotação Verde:

 

Análise:   Will Smith concorreu novamente ao oscar pela sua interpretação de Chris Gardner nesse filme que é baseado no livro que conta a história real de Chris que de praticamente um mendingo se tornou milionário ao ingressar no mercado de corretores de valores nos Estados Unidos lutando contra a miséria, preconceito, dificuldades e ao mesmo tempo em que cuida do filho.

 

Não podemos falar do filme se não pensarmos em como Will Smith evoluiu como ator. É impressionante como ele se desvincula cada vez mais do estigma de Um maluco no pedaço (Fresh Prince of Bel Air) e se transforma na maior estrela Hollywoodiana atual, arrastando multidões nos filmes que protagoniza. Dotado de capacidade de transformação nas pergonagens que interpreta, Smith aqui aparece envelhecido, cansado, contido e incrivelmente triste no decorrer da projeção. Cansado não só fisicamente, mas também mentalmente sem poder alcançar tudo aquilo que se esperava dele dos tempos de colégio e exercito, já que sempre foi considerado o melhor da turma e agora nada em que "toca" parece funcionar.

 

Contando com essa interpretação segura, e com uma construção inteligente das personagens, exceção a Linda (Thandie Newton) que pretendo tratar um pouco mais adiante, o filme não tenta criar no personagem de Jaden Smith uma dessas crianças espertinhas que falam como adultos ou até mesmo não apela para o dramalhão nem atitudes exageradas de Chris Gardner para demonstrar o sofrimento ou até mesmo a alegria dele, por isso o contido do parágrafo acima. Ele não gosta de demonstrar emoções e continua assim até o final do filme, é só verificar pela cena do metrô e de uma boa notícia que ele recebe.

 

Além da interpretação de Will, a interação com seu filho na projeção é excepcional, ambos se entendem muito bem e tem o espaço merecido em cena, sem nunca soar falso. Deve ter ajudado contracenar com o próprio filho (Jaden é filho de Will com a atriz Jada Pinked -Smith). O único porém é o papel de Linda, que não soa real pelo desanimo e com o desapego pelo filho. O desapego pela criança no momento de abadono de Chris soa muito rápido para parecer verossimil.

 

O roteiro do filme também é interessante, demonstrando a personagem principal com uma inteligência incomum, não apela para fatos como a exploração do gerente de Chris ou até mesmo a inteligencia dele em como ganhar mais tempo no trabalho. O único incomodo é a facilidade para vender o Scanner de sua propriedade quando ele mais precisa, sendo que no começo do filme somos informados exatamente do contrário, e a quantidade imensa de coincidências quando Chris é roubado/perde um desses scanners.

 

É um belo filme, mostra a uma interpretaçã excelente e uma história edificante. Vale a pena.

 

 

Melhor cena: A cena da viagem no tempo do metrô é excelente, terminando no banheiro, é linda, tocante e emocionante.

 

Quase

30 DIAS DE NOITE - 30 DAYS OF NIGHT  (2007)

 

 

 

Direção:   David Slade 

 

Elenco:   Josh Harnett, Melissa George, Danny Huston, Ben Foster

Cotação Verde:

 

Análise:   Este filme é baseado em uma Graphic Novel americana de mesmo nome, que conta a história da invasão de um grupo de vampiros a cidade de Barrow, uma cidadezinha que fica situada no extremo do Alasca e que devido a sua localização fica sem ver o sol durante os 30 dias em cada ano.

 

Aproveitando o ótimo trabalho de David Slade no excelente Meninama.com se esperava desse filme um tipo de terror além do Slasher Movie habitual. Não que a Graphic Novel não tenha gasto litros de tinta vermelha para simbolizar o sangue das vítimas, porém nunca no filme temos a sensação de medo e desespero que a obra original consegue passar. Fica a dúvida aqui se isso é devido ao trabalho do diretor ou a intervenção de algum produtor para que o filme fizesse dinheiro (Como se não pudesse fazer dinheiro com terror psicológico, mas tudo bem).

 

Obrigatoriamente o filme se passa quase todo em ambientes escuros, já dificultando a visão dos acontecimentos, o que dificulta bastante o entender das cenas com o uso de cameras de mão em alguns momentos. Eu particularmente não gosto desse recurso, apesar de bastante utilizado para demonstrar uma visão pessoal ou até mesmo aproximar o telespectador de algum momento em especial, esse recurso quando muito utilizado me conota a preguiça, já que impede um planejamento um pouco mais elaborado para um plano aberto.

 

Na avaliação dos atores, fica marcado aqui como Danny Huston consegue transmitir todo o pesadelo que deve ser encontrar um vampiro de verdade, seguro, ameaçador e infelizmente pouco utilizado. Melissa George mostrou para que veio, ou seja, gritar e correr e não demonstrar efetivamente nada que eu possa classificar como um bom trabalho e Josh Harnett seguro e garantindo o filme como o policial Eben e grande herói do filme.

 

Um cápitulo a parte fica para a participação de Ben Foster, atuando como um humano sem nome conhecido como "Mensageiro", ele é o responsável por preparar o terreno para a chegada do grupo de vampiro. Apesar de muito bem no papel, ele esta se assemelhando muito no tom de voz e na postura estranha que adotou em Alpha Dog, e fugindo um pouco da surpresa (e do corpo franzino) de Justiceiro. Dizem que esta muito bom no novo 3:10 to Yuma, mas se não parar de adotar o mesmo estilo de voz e interpretação vai ficar fadado sempre aos mesmos papéis.

 

Enfim esse é um filme fraco, feito para adolescentes que gostam do terror mais violento mas sem a classe dos outros filmes de vampiros. Pena.. pela Graphic Novel que eu li poderia ser mais,

 

 

Melhor cena: O Sacrifício de Enber antes de enfrentar o vilão no ato final do filme.

 

Crescer

JUNO - JUNO  (2007)

 

 

 

Direção:   Jason Reitman 

 

Elenco:   Ellen Page, Michael Cera, Jason Bateman, Jeniffer Garner, J.K. Simmons, Alisson Janney

Cotação Verde:

 

Análise:   O filme conta a história de Juno (Ellen Page), uma garota de 16 anos que um dia resolve fazer sexo com o melhor amigo e companheiro de banda, Paullie Blicker (Michael Cera). A partir dai acompanhamos a decisão dela de continuar grávida e doar o bebê para adoção ao casal formado por Jason Bateman e Jeniffer Garner e como se desenrola esta gravidez e seu relacionamento com o pai da criança, com seu próprio pai e sua madastra, com o casal que vai adotar seu bebê (que ela chama de "coisa") e com o próprio bebê.

 

Com um roteiro muito bem desenvolvido e gostoso de assistir, esse filme com toda razão foi indicado a 4 categorias ao oscar, a primeira que comento é o de roteiro original. Escrito por Diablo Cody, a nova menina dos olhos de Hollywood, que conseguiu alinhar personagens muito bem desenvolvidos, humor afiado e até mesmo referenvias pop´s dignas de comparação com Quentin Tarantino.

 

O próximo é item é a direção segura de Jason Reitman, se consolidando no segundo filme que faz para o mercado, o primeiro foi o excelente e cinico Obrigado por Fumar. Filho de Ivan Reitman, o diretor esta caminhado para se tornar um nome interessante no cinema independente e inteligente americano. Alinhando textos realistas mas com uma inteligencia excepcional ele demonstra versatilidade e ótimo timing para construir situações e afiar o elenco para uma excelente performance. Vale lembrar que o filme esta concorrendo as categorias de melhor filme e melhor diretor no oscar de 2008.

 

Falando em elenco é excepcional como todos os atores estão muito bem no papel que representam. A quimica entre Ellen Page com TODOS no elenco é absurda, não por menos a menina foi indicada para o Oscar de melhor atriz. Segura, sincera e incrivelmente esperta a Juno de Ellen Page é inocente e cresce ao longo do filme, porém diferente das demais caracterizações idiotas que vemos de adolescentes em qualquer filme essa é especial. Juno transita pela maturidade e pena inocencia, pela duvida e pela certeza de uma forma tão honesta que é dificil não se apaixonar por ela e pelas demais personagens.

 

Além de Ellen Page, Michael Cera se apresenta seguro como o rapaz apaixonado por Juno. Jason Bateman e Jeniffer Garner como o casal que procura a adoção pelo filho, porém não conseguem olhar para os próprios desejos nem mesmo se acertarem sobre o que querem da vida estão corretos e representam muito bem as ansiedades de cada um. Por último J.K. Simmons e Alisson Janney como o pai e a madrasta de Juno são o ponto seguro da menina, e alinham o excelente humor que caracteriza essa personagem e o crescimento que ela precisa ter daqui para frente.

 

 

Melhor cena: A cena após o nascimento do bebê, com Michael Cera deitado ao lado de Ellen Page, a confortando silenciosamente é o momento mais bonito e delicado do filme.

 

Apostas:  Se não levar o roteiro de melhor roteiro vou realmente ficar chateado, porém melhor filme, melhor diretor e melhor atriz acho muito díficil.

[ ver mensagens anteriores ]



Meu Perfil
BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, JARDIM AEROPORTO, Homem, de 20 a 25 anos, Portuguese, English, Cinema e vídeo, Música
MSN - gugumerlin@hotmail.com