Cinemarte

Melhor remédio

PATCH ADAMS - O AMOR E CONTAGIOSO - PATCH ADAMS (1998)

 

 

 

Direção:  Tom Shadyac

 

Elenco: Robin Willians, Daniel London, Phillip Seymor Hoffman, Monica Potter, Bob Gunton, Peter Coyote

 

Cotação Verde:

 

Analise:  A uns 3 anos atras, em um evento da empresa que trabalho tivemos a oportunidade de assistir uma palestra dos Doutores da Alegria e tambem a oportunidade de vermos em primeira mão cenas do documentário que seria lançado no mesmo ano sobre o grande trabalho desses homens e mulheres que melhoram um pouco a qualidade de vida das crianças dos hospitais de São Paulo (não sei dizer e nem posso comentar se esse trabalho é nacional, portanto fico com a informação que conheço, se alguem souber melhor me corrija.)

 

Naquela ocasião, ao ver a cena das crianças e a alegria em seus olhos a chegada daqueles "palhaços", era impossivel não me emocionar, e mesmo tendo a meu lado uma "paquera" na época, esqueci completamente onde estava e me senti absolvido pelo filme, me deixando até mesmo cair em lagrimas.

 

Infelizmente ainda não assisti o filme na integra, mas tive a oportunidade de assistir o filme Patch Adams na TV, e saber como surgiu esse trabalho lindo. No filme, conta-se a história de Hunter "Patch" Adams, um ex-suicida que se interna voluntariamente em um sanatório e descobre lá dentro sua vontade de ajudar o próximo, e a partir dai acompanhamos seu periodo de formação universitária e quebra de paradigmas da forma como a medicina era encarada na sua escola e na época.

 

Com uma atuação apaixonante de Robin Willians, Peter Coyote e do elenco, o filme mostra uma história muito bonita, que encontra seu auge nas cenas em que Patch cativa seus pacientes, sendo eles crianças ou adultos. Com um pequeno deslize no meio da produção, com a subtrama do "erro" ao entender a mente humana após um assassinato, honestamente não sei se isso realmente ocorreu, mas como foi mostrado no filme, não foi erro de Patch o que houve, e sim deve ser louvado o fato dele se preocupar com a mente de um paciente problemático (como ele era antes), e não somente medica-lo e  manda-lo embora, se ele era pássivel de cura ou não era outro detalhe. Essa é a mensagem que Patch e o filme tentam mostrar, que devemos olhar alem do problema e sim para tudo, para acharmos a solução.

 

Duas observações que faço sobre o filme é que enquanto assistia ao filme ao lado do meu pai ele comentou que Patch era um cara "chato", já que nunca deixavá de ter uma brincadeira pronta para qualquer momento, porém o fato de brincar com algum tema não transforma a pessoa menos capaz ou profissional, isso é demonstrado no filme e na vida de Patch com as notas elevadas que ele tinha, e acho que ele estava certo na epóca e hoje, já que rir e o melhor remédio. Outro ponto que observo aqui, é que copiei do meu amigo RogerMk a idéia de avaliação, só dando as 5 cotações verdes a partir de agora para os filmes que marcaram minha vida, e esse pela história que começou a 3 anos atras é um dos que merecem até mais estrelas.

Efeito Extremo

OS INFILTRADOS - THE DEPARTED (2006)

 

 

 

Direção:  Martin Scorsese

 

Elenco: Leonardo diCaprio, Matt Damon, Mark Whalberg, Jack Nicholson, Alec Baldwin, Martin Sheen, Vera Farmiga

 

Cotação Verde:

 

Analise:  Depois de muito tempo em cartaz eu descubro que esse filme ainda esta em cartaz no shopping Eldorado. Numa terça-feira que eu não deveria ter sequer pensado em sair de casa eu tento assistir o filme, mas descubro que a lotação esta esgotada. Muito puto da vida, eu decido comprar ingressos pela internet para o dia seguinte, e acompanhado nesse dia por um amigo que não é viciado em cinema, e não conhece, ou conhecia Martin Scoresese.

 

O filme conta a história de dois policiais, interpretados por Matt Damon e DiCaprio, o primeiro na verdade foi financiado a vida inteira por um chefe da mafia irlandesa interpretado por Jack Nicholson na cidade de Boston enquanto o segundo, que tem parentescos suspeitos na mesma sociedade irlandesa que o chefe da mafia, aceita trabalhar infiltrado na organização criminosa.

 

O filme é muito bem realizado, tanto que rendeu ao diretor uma indicação para melhor diretor ( E honestamente, por esse filme e pelo conjunto da obra de Martin eu espero que ele ganhe) mas me preocupa o filme ter arrancado risos na sala de exibição, todos os filmes do diretor tem essa mesma receita de violencia extremista, talvez para mostrar um pouco as coisas escondidas dos nossos olhos em nossa vidas mundadas, porem os risos das salas de exibição me assustaram, nunca foi essa a intenção do diretor, e no final do filme, esse meu amigo que adorou o filme, não soube me dizer se foi pela historia ou se foi por achar esses momentos extremos de violencia e realidade engraçados.

Releitura

CASSINO ROYALE - CASSINO ROYALE (2006)

 

 

 

Direção:  Martin Campbel

 

Elenco: Daniel Craig, Eva Green, Giancarlo Gianini, Jeffrey Wright, Judi Dench, Mads Mikkelsen

 

Cotação Verde:

 

Analise:  Como recomeçar? Como analisar que uma estrutura, uma idéia utilizada a a mais de 20 anos e que em termos financeiros tem de ser alterada, reinventada, atualizada?

 

Essa foi a pergunta que os produtores de 007 devem ter feito logo após o filme 007 Die Another day, que apesar do sucesso de bilheteria, se tornou quase uma paródia de 007 devido ao seu carater extremamente fantasioso (perseguição de carro em castelo de gelo, arma de raio solar) e exagerado. Já que Pierce Brosnan ia sair do papel, por que não então recomeçar, achar alguem de talento e trazer a personagem definitivamente para o seculo XXI (frase mais cliche que essa não existe hoje em dia :-D)

 

Para comandar o rebuliço, a modernidade, trouxeram o homem que já havia comandado uma pequena renovação na personagem, na estréia de Brosnan no papel em GoldenEye, o diretor Martin Campbell. Só que a partir dai o filme ganhou três forças fantasticas.

 

Primeiro, o homem escolhido para ser o novo 007, Daniel Craig que como coadjuvante em algumas produções de diretores consagrados ( Sam Mendes e Steven Spielberg) já havia demonstrado enorme talento, e galgado a protagonista em produções, teve a oportunidade mais inesperada de sua carreira, escolhido como o primeiro 007 loiro, para o que parecia ser um verdadeiro estrondo na franquia cinematográfica.

 

A segunda boa aquisição para o filme, foi Eva Green, uma excelente atriz que teve estréia de fogo em Os sonhadores do mestre italiano Bernardo Bertolucci e demonstrado desde então ser capaz de transformar a Bond Girl Vesper Lynd numa personagem extremamente interessante.

 

E a melhor aquisição para o filme, ao meu ver foi a entrada do roteirista Paul Haggis, que ganhou dois oscars seguidos como melhor roteirista, deu o toque de realismo que o filme precisava, usando como base o livro original de criação de Ian Fleming, a equipe de roteiristas, auxiliada por Haggis fugiu dos cliches e das frases de efeito que tanto coçam a mão dos roteiristas em filmes de ação, principalmente nessa franquia, transformando o inteligente, não por tratar de assuntos polemicos, mas por ter dialogos bem desenvolvidos e verossimeis.

 

A trama acompanha o agente 007 nas suas primeiras missões, e nesse caso em particular desbancar um banqueiro que financia terroristas (Le Chiffre), que perdeu uma quantia enorme de dinheiro por causa de uma missão bem sucedida de 007 em um aeroporto. Contando com momentos inteligentes do roteiro (A cena de tortura e inteligentissima) e mostrando um desenvolvimento da personagem principal de forma convincente, o filme e um dos melhores da franquia, e deixa a plateia pronta para encarar o próximo, que deve ser ainda melhor já que independe um pouco de apresentação das personagens.

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