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A ULTIMA LEGIÃO  - THE LAST LEGION (2007)

 

 

 

 

Direção: Doug Lefler

Roteiristas: Jez e Tom Butterworth

Elenco:   Collin Firth, Sir Ben Kingsley, John Hanna, Aishwarya Rai, Kevin McKidd

Cotação Verde:

 

Análise:   Tem certos filmes com crianças que eu realmente odeio. Lógico que muitos casos se salvam, mas quando falamos de um filme de ação onde a criança é "protagonista" e não refém fica nitido que alguma coisa está errada. Até hoje acredito que o sucesso de Senhor dos Anéis no cinema não foi repetido por que TODOS os protagonistas dos filmes são crianças. Com exceção de alguns casos, como a cinesérie Harry Potter (Apesar do primeiro ser muito bobo) a maioria, incluso nesses casos este A última legião é de uma chatisse e de uma falsidade no desenvolvimento da criança que é impressionante.

 

O filme conta a história do herdeiro de Cesar, que devido a instabilidade de Roma naquele periodo vai ficar sob a guarda do general Aurelius (Colin Firth) para que seu crescimento seja preservado e que se torne o imperador. Além disso conhecemos seu tutor, interpretado por Sir Ben Kingsley que é o guardião do segredo de uma espada secreta, feita para Julio Cesar de metal vindo do espaço.

 

Como pode se esperar tudo da errado, o jovem é sequestrado e deve ser resgatado pelos soldados sobreviventes de Aurelius, gerando a partir dai uma viagem até a Britania, a visita a muralha de Adriano e o encontro com a ultima legião do filme. A, esqueci de contar, esse filme é feito para contar a história da lenda de Excalibur, e não necessáriamente do rei Arthur como esta escrito de forma estranha no poster nacional do filme ("O surgimento da lenda do rei Arthur")

 

Com personagens chatos, todos aparentemente desinteressados, e algumas interpretações estranhas o filme parece uma montanha russa de acontecimentos e situações cliches, algumas delas que eu vou comentar aqui. A personagem de Ben Kingsley (sem nome) em um momento da trama será "expulsa" de Roma por que é necessário que desempenhe um papel fundamental na sobrevivência do jovem César em um futuro próximo, porém o relacionamento dele com o pai do menino é ridículo, me fazendo pensar que o pai era o vilão do filme, já que aparece sempre brigando ou afastando o filho do seu tutor. Não seria mais interessante para o menino que o pai fosse uma pessoa boa, e que o seu tutor após ter ensinado tudo o que podia se afastar para continuar pela busca da espada. A coincidencia seria até melhor e sentiriamos o efeito do ataque contra a vila de Cesar de uma maneira mais pessoal.

 

Outro cliche idiota é a cena do ataque contra a muralha de Adriano no último ato do filme, e foi nessa cena que eu tive vontade de matar Cesar. Ele sai de dentro da muralha, onde estavam ocorrendo lutas naturalmente, porém era um ambiente mais seguro do que ele ir para fora e ficar no MEIO do exército inimigo, sendo necessário esse subterfúgio sem explicação nenhuma somente para que houvesse a famosa luta final.

 

Já malhei bastante o roteiro então sigo para as interpretações. Colin Firth discursando para seu exército em cena imortalizada e copiada inumeras vezes depois de Coração Valente me deu vontade de chorar, só comparável ao Batman sem voz de Val Kilmer, se ele fosse meu comandante com aquele pulso que ele demonstra em cena eu teria certeza que perderiamos a batalha. Será que é necessário passar por isso por alguns dólares, ou sera que a pessoa que seleciona o elenco e o diretor não conseguem enxergar que ele não serve para filme de ação, pelo menos para esse tipo. Ben Kingsley como o mágico tutor esta no padrão normal de salvador e guia, papel imortalizado ultimamente por Lian Nesson, porém não prejudica mais o que já esta muito ruim. Por último Kevin Mckidd que interpreta exatamente Lucios Vorenos da telesérie Roma, porém dessa vez do lado dos nórdicos, vilão e com mais barba.

 

Não tem o que falar desse filme, a não ser que gastei dinheiro a toa.

Só como curiosidade Aurélia, o feminino de Aurelius, é o nome da personagem portuguesa que Colin Firth se apaixona no filme Simplemente amor.

 

Melhor cena: Não tem.

 

American Way

À PROCURA DA FELICIDADE  - PURSUIT OF HAPPYNESS  (2006)

 

 

 

Direção:   Gabrielle Muccino

 

Elenco:   Will Smith, Jaden Smith, Thandie Newton, James Karen, Dan Castellaneta

Cotação Verde:

 

Análise:   Will Smith concorreu novamente ao oscar pela sua interpretação de Chris Gardner nesse filme que é baseado no livro que conta a história real de Chris que de praticamente um mendingo se tornou milionário ao ingressar no mercado de corretores de valores nos Estados Unidos lutando contra a miséria, preconceito, dificuldades e ao mesmo tempo em que cuida do filho.

 

Não podemos falar do filme se não pensarmos em como Will Smith evoluiu como ator. É impressionante como ele se desvincula cada vez mais do estigma de Um maluco no pedaço (Fresh Prince of Bel Air) e se transforma na maior estrela Hollywoodiana atual, arrastando multidões nos filmes que protagoniza. Dotado de capacidade de transformação nas pergonagens que interpreta, Smith aqui aparece envelhecido, cansado, contido e incrivelmente triste no decorrer da projeção. Cansado não só fisicamente, mas também mentalmente sem poder alcançar tudo aquilo que se esperava dele dos tempos de colégio e exercito, já que sempre foi considerado o melhor da turma e agora nada em que "toca" parece funcionar.

 

Contando com essa interpretação segura, e com uma construção inteligente das personagens, exceção a Linda (Thandie Newton) que pretendo tratar um pouco mais adiante, o filme não tenta criar no personagem de Jaden Smith uma dessas crianças espertinhas que falam como adultos ou até mesmo não apela para o dramalhão nem atitudes exageradas de Chris Gardner para demonstrar o sofrimento ou até mesmo a alegria dele, por isso o contido do parágrafo acima. Ele não gosta de demonstrar emoções e continua assim até o final do filme, é só verificar pela cena do metrô e de uma boa notícia que ele recebe.

 

Além da interpretação de Will, a interação com seu filho na projeção é excepcional, ambos se entendem muito bem e tem o espaço merecido em cena, sem nunca soar falso. Deve ter ajudado contracenar com o próprio filho (Jaden é filho de Will com a atriz Jada Pinked -Smith). O único porém é o papel de Linda, que não soa real pelo desanimo e com o desapego pelo filho. O desapego pela criança no momento de abadono de Chris soa muito rápido para parecer verossimil.

 

O roteiro do filme também é interessante, demonstrando a personagem principal com uma inteligência incomum, não apela para fatos como a exploração do gerente de Chris ou até mesmo a inteligencia dele em como ganhar mais tempo no trabalho. O único incomodo é a facilidade para vender o Scanner de sua propriedade quando ele mais precisa, sendo que no começo do filme somos informados exatamente do contrário, e a quantidade imensa de coincidências quando Chris é roubado/perde um desses scanners.

 

É um belo filme, mostra a uma interpretaçã excelente e uma história edificante. Vale a pena.

 

 

Melhor cena: A cena da viagem no tempo do metrô é excelente, terminando no banheiro, é linda, tocante e emocionante.

 

Quase

30 DIAS DE NOITE - 30 DAYS OF NIGHT  (2007)

 

 

 

Direção:   David Slade 

 

Elenco:   Josh Harnett, Melissa George, Danny Huston, Ben Foster

Cotação Verde:

 

Análise:   Este filme é baseado em uma Graphic Novel americana de mesmo nome, que conta a história da invasão de um grupo de vampiros a cidade de Barrow, uma cidadezinha que fica situada no extremo do Alasca e que devido a sua localização fica sem ver o sol durante os 30 dias em cada ano.

 

Aproveitando o ótimo trabalho de David Slade no excelente Meninama.com se esperava desse filme um tipo de terror além do Slasher Movie habitual. Não que a Graphic Novel não tenha gasto litros de tinta vermelha para simbolizar o sangue das vítimas, porém nunca no filme temos a sensação de medo e desespero que a obra original consegue passar. Fica a dúvida aqui se isso é devido ao trabalho do diretor ou a intervenção de algum produtor para que o filme fizesse dinheiro (Como se não pudesse fazer dinheiro com terror psicológico, mas tudo bem).

 

Obrigatoriamente o filme se passa quase todo em ambientes escuros, já dificultando a visão dos acontecimentos, o que dificulta bastante o entender das cenas com o uso de cameras de mão em alguns momentos. Eu particularmente não gosto desse recurso, apesar de bastante utilizado para demonstrar uma visão pessoal ou até mesmo aproximar o telespectador de algum momento em especial, esse recurso quando muito utilizado me conota a preguiça, já que impede um planejamento um pouco mais elaborado para um plano aberto.

 

Na avaliação dos atores, fica marcado aqui como Danny Huston consegue transmitir todo o pesadelo que deve ser encontrar um vampiro de verdade, seguro, ameaçador e infelizmente pouco utilizado. Melissa George mostrou para que veio, ou seja, gritar e correr e não demonstrar efetivamente nada que eu possa classificar como um bom trabalho e Josh Harnett seguro e garantindo o filme como o policial Eben e grande herói do filme.

 

Um cápitulo a parte fica para a participação de Ben Foster, atuando como um humano sem nome conhecido como "Mensageiro", ele é o responsável por preparar o terreno para a chegada do grupo de vampiro. Apesar de muito bem no papel, ele esta se assemelhando muito no tom de voz e na postura estranha que adotou em Alpha Dog, e fugindo um pouco da surpresa (e do corpo franzino) de Justiceiro. Dizem que esta muito bom no novo 3:10 to Yuma, mas se não parar de adotar o mesmo estilo de voz e interpretação vai ficar fadado sempre aos mesmos papéis.

 

Enfim esse é um filme fraco, feito para adolescentes que gostam do terror mais violento mas sem a classe dos outros filmes de vampiros. Pena.. pela Graphic Novel que eu li poderia ser mais,

 

 

Melhor cena: O Sacrifício de Enber antes de enfrentar o vilão no ato final do filme.

 

Crescer

JUNO - JUNO  (2007)

 

 

 

Direção:   Jason Reitman 

 

Elenco:   Ellen Page, Michael Cera, Jason Bateman, Jeniffer Garner, J.K. Simmons, Alisson Janney

Cotação Verde:

 

Análise:   O filme conta a história de Juno (Ellen Page), uma garota de 16 anos que um dia resolve fazer sexo com o melhor amigo e companheiro de banda, Paullie Blicker (Michael Cera). A partir dai acompanhamos a decisão dela de continuar grávida e doar o bebê para adoção ao casal formado por Jason Bateman e Jeniffer Garner e como se desenrola esta gravidez e seu relacionamento com o pai da criança, com seu próprio pai e sua madastra, com o casal que vai adotar seu bebê (que ela chama de "coisa") e com o próprio bebê.

 

Com um roteiro muito bem desenvolvido e gostoso de assistir, esse filme com toda razão foi indicado a 4 categorias ao oscar, a primeira que comento é o de roteiro original. Escrito por Diablo Cody, a nova menina dos olhos de Hollywood, que conseguiu alinhar personagens muito bem desenvolvidos, humor afiado e até mesmo referenvias pop´s dignas de comparação com Quentin Tarantino.

 

O próximo é item é a direção segura de Jason Reitman, se consolidando no segundo filme que faz para o mercado, o primeiro foi o excelente e cinico Obrigado por Fumar. Filho de Ivan Reitman, o diretor esta caminhado para se tornar um nome interessante no cinema independente e inteligente americano. Alinhando textos realistas mas com uma inteligencia excepcional ele demonstra versatilidade e ótimo timing para construir situações e afiar o elenco para uma excelente performance. Vale lembrar que o filme esta concorrendo as categorias de melhor filme e melhor diretor no oscar de 2008.

 

Falando em elenco é excepcional como todos os atores estão muito bem no papel que representam. A quimica entre Ellen Page com TODOS no elenco é absurda, não por menos a menina foi indicada para o Oscar de melhor atriz. Segura, sincera e incrivelmente esperta a Juno de Ellen Page é inocente e cresce ao longo do filme, porém diferente das demais caracterizações idiotas que vemos de adolescentes em qualquer filme essa é especial. Juno transita pela maturidade e pena inocencia, pela duvida e pela certeza de uma forma tão honesta que é dificil não se apaixonar por ela e pelas demais personagens.

 

Além de Ellen Page, Michael Cera se apresenta seguro como o rapaz apaixonado por Juno. Jason Bateman e Jeniffer Garner como o casal que procura a adoção pelo filho, porém não conseguem olhar para os próprios desejos nem mesmo se acertarem sobre o que querem da vida estão corretos e representam muito bem as ansiedades de cada um. Por último J.K. Simmons e Alisson Janney como o pai e a madrasta de Juno são o ponto seguro da menina, e alinham o excelente humor que caracteriza essa personagem e o crescimento que ela precisa ter daqui para frente.

 

 

Melhor cena: A cena após o nascimento do bebê, com Michael Cera deitado ao lado de Ellen Page, a confortando silenciosamente é o momento mais bonito e delicado do filme.

 

Apostas:  Se não levar o roteiro de melhor roteiro vou realmente ficar chateado, porém melhor filme, melhor diretor e melhor atriz acho muito díficil.

Poder

IKE O DIA D - IKE: COUNTDOWN TO D-DAY  (2004)

 

 

 

Direção:   Robert Harmon 

 

Elenco:   Tom Selleck, James Remar, Timothy Bottoms, Gerald McRaney

Cotação Verde:

 

Análise:   O filme conta a história real de Dwight "Ike" Eisenhower, homem escolhido pelo presidente americano Teodore Roosevelt e pelo primeiro-ministro ingles Winston Churchill como comandante supremo da força aliada e todo o planejamento para a execução do Dia-D, que consistia da invasão da França ocupada pelos nazistas e o plano de retomada da Europa.

 

Durante todo o filme vemos a escolha de Ike dos seus comandantes, de como vai funcionar a operação dos paraquedistas, infantaria, marinha, aeronáutica, todo o detalhamento de solo e principalmente das condições clímaticas.

 

Alinhando um elenco afinado, e um roteiro inteligente que explora bem toda a complexidade da concepção de uma estratégia enorme como a que foi empregada no dia D, é legal analisar também que o elenco esta muito afiado, principalmente Tom Selleck, que some (no sentido positivo da palavra) na interpretação de Ike, pode ser a falta do bigode, mas ele estava muito bem.

 

O que me incomodou no filme foi somente minha ignorancia acerca de dois fatos. O primeiro é a forma quase perfeita que IKe é tratado. Ele é bonzinho demais, preocupado demais com cada vida humana, não sei se um comandante supremo seria tão "puro", por isso gostaria de ler um pouco mais sobre esse figura histórica, a outra é a cena com o comandante Francês que nega-se a ajudar na invasão e a aceitar Ike como comandante supremo, mesmo que provisioramente, aceitando que o pais dele fique sem salvação ao invés de apoiar o ataque. Como recentemente houveram problemas entre EUA e França devido a invasão no Iraque, quero muito saber se a cena é verdadeira ou motivada por uma "vingança" de roteiristas patrióticos.

 

 

Melhor cena: A cena em que Ike da a ordem de execução do dia D, e fica sozinho na sala, com seus pensamentos e agora com a enorme responsabilidade de ter feito um ótimo trabalho, é a mais bonita e mais reflexiva do filme, da para sentir o peso nas costas daquele único homem.

Surpreendente

EU SOU  A LENDA - I AM A LEGEND (2008)

 

 

 

Direção:  Francis Lawrence

 

Elenco:  Will Smith, Alice Braga, Sali Richardson, Paradox Pollack, Charlie Tahan, Emma Thompson

 

Cotação Verde:

 

Análise:   Eu sou a lenda começa mostrando a rotina sufocante de do cientista e capitão do exército Robert Neville (Will Smith), o único remanscente de uma praga que dizimou 96% da população, deixando o restante dividido entre os imunes a qualquer efeito da doença e os que foram alterados por ela, se tornando meio vampiro - meio zumbi.

 

Sozinho na cidade de Nova York, Neville tem somente a companhia de sua cachorra Sam, deixada pela sua filha após a fuga de sua mulher e a menina no ano de 2009, após os primeiros indicios de uma doença que começou em Nova York. Essa doença foi iniciada devido a uma nova droga criada por uma cientista para a cura do cancer e tem o nome de K-virus. Após 3 anos Neville ainda não conseguiu a cura.

 

Por se tratar de um filme que tem como tema principal o sentimento de solidão e isolamento, a maior interação de Will Smith é com a cachorra e com ele mesmo, e posso dizer com toda certeza que ele esta excelente no filme, mostrando uma feição envelhecida e cansada, inclusive ajudado pelos cabelos e a barba branca que deixou para o filme, fugindo do esteriótipo de super star de hollywood e atuando de forma honesta e muito convincente. Fiquei muito feliz com a presença de Alice Braga no elenco, quando ela comenta que veio de São Paulo durante o filme fiquei ainda mais feliz, já que é um filme americana que trata o globo como uma bola, e não somente América do Norte e Europa e Asia.

 

O filme é muito bem feito, demonstrando muito bem o isolamento psicológico de Neville, e até mesmo suas consequencias, como demonstrado na cena de café-da-manhã com Anna (Alice Braga), porém o final é um pouco convencional, até por que se falou muito sobre um final mais barra-pesada presente no livro (desconheço qual é, mas procurarei ler o livro para saber), o que talvez seja ainda melhor para entender a história.

 

 

Melhor cena: Nessa caso vou escolher duas, a escolha pela ação é a cena onde a cachorra Sam entra em um prédio escuro e Neville vai atras dela, é assustadora e a cena que Neville encontra um boneco na rua onde ele não deveria estar, mostra como ele é um bom ator de demonstra muito bem sua loucura no momento, tornando-se um herói irreal mas humano.

Promoção / Divulgação

Amigos bom dia, para quem ficar em São Paulo e quiser prestigiar o cinema nacional, aqui vai uma dica.

 

Para quem quiser ver o trailer o endereço no Youtube esta logo abaixo

http://br.youtube.com/watch?v=13oZXGZfdvY

(Não sei postar video ainda, me perdooem )

 Para quem ler aqui e estiver interessado, segue abaixo a relação de cinemas.

 

 

 

Dispensável

DEU A LOUCA EM HOLLYWOOD - EPIC MOVIE (2007)

 

 

 

Direção:  Jason Friedberg e Aaron Seltezer

 

Elenco:  Kal Penn, Adam Campbell, Jennifer Coolidge, Jayma Mays, Faune A. Chambers, Crispin Glover, Fred Willard, Héctor Jimenez, David Carradine

 

Cotação Verde:

 

Análise:   Estava eu empolgado com o trailer de Espartalhões (Meet the Spartans - estréia nesse final de semana nos Estados Unidos) quando lembrei que tinha um filme de paródia em casa que não havia assistido, que era exatamente o filme Deu a Louca em HollyWood, ignorando qualquer comentário feito anteriormente para esse filme em sites especializados me arrisquei, e me arrependo muito disso.

 

O Filme conta a história de 4 orfãos que não se conhecem, uma jovem adotada pelo curador do Louvre, um latino que vive num monasteiro no Mexico, uma outra que se criou sozinha e esta viajando para Africa onde vai ser adotada por uma familia e um jovem mutante que vive numa escola especializada para essas pessoas.

 

Seguindo uma lógica irreal, e muito forçada até para um filme de paródia, os quatro ganham ingressos para visitar a fábrica de chocolates de Willy Wonka, lá são aprisionados e acham um guarda-roupa que é um portal para o mundo de Gnarnia, um local onde eles descobrirão seu verdadeiro "potencial" e ajudarão o povo daquele local contra a megera branca.

 

Sem contar com nenhuma cena engraçada, assisti o filme torcendo para que ele acabasse logo para que eu pudesse ir dormir. Contando com atores que não sei como foram seduzidos a participar desse projeto ( Vou doar um dinheiro para Crispin Glover e David Carradine, é melhor do que participar desse filme) o elenco é fraco, não anima e  o roteiro me admira como pode ter conseguido ser aprovado, quanto mais filmado.

 

Mas porém não poderia esperar mais de um filme que tem os mesmos produtores e o mesmo tipo de humor idiota do também famigerado Date Movie ( não lembro o nome em português) que também é muito fraco, sendo que não consegui terminar de assistir tudo.

 

Só espero que os Espartalhões consigam melhorar a qualidade das paródias atualmente, porém de qualquer forma já coloquei na minha lista de futuras compras os dois filmes da série Top Gang.

 

Melhor cena: Os créditos finais, não porque tenham qualidade, mas por que sinaliza que o filme acabou.

Crianças

SEIS SIGNOS DA LUZ - THE SEEKER: THE DARK IS RISING (2007)

 

 

 

Direção:  David L. Cunnigham

 

Elenco: Alexander Ludwig, Ian Mcshane, Frances Conroy, Cristopher Ecclestone

 

Cotação Verde:

 

  

 

Análise:  Partindo da idéia de ganhar dinheiro com a moda de filmes de fantasia que iniciou com a série de Harry Porter e Senhor dos Anéis no cinema, chega hoje o filme Seis Signos da Luz, baseado em mais uma obra literária, envolvendo um protagonista adolescente que deve enfrentar os poderes do mal pelo bem da humanidade.

 

O filme começa com o menino Will Staton curtindo sua nova vida na Inglaterra, depois que seu pai se muda com toda a imensa família (Will é o sétimo filho homem do casal, que ainda tem uma menina mais nova) e depois de perceber que está sendo perseguidos por alguns tipos estranhos e se interessar por formas circulares, que ele encontra em todo lugar, Will descobre que está destinado a ser um Seeker, um "caçador" dos signos da Luz, que vão dar poder a luz para vencer os crescentes poderes das trevas ( Cristopher Ecclestone) Tendo a proteção dos anciões da cidade, entre ele o personagem de Ian Mcshane como um dos guerreiros, Will agora se junta aos guerreiros da Luz para caçar os 6 signos do título.

 

O que incomoda nessa história toda não é nem a facilidade com que Will topa a história toda, tendo somente 2 momentos em que reluta ajudar e a aceitar essa realidade, o básico "Eu não sou quem vocês procuram" e uma cena em que ele da um Pity destruindo parte da cidade (Explico melhor depois), além disso, o que consegue incomodar ainda mais são os momentos em que a irmã mais nova, o irmão mais velho e dois irmãos dele descobrem que ele tem poderes, como se isso fosse completamente normal.

 

Outros pontos que acretido serem falhos no filme, é a ajuda dos 4 anciões , em nenhum momento do filme eles trabalham em conjunto ou protegem o Will. Ora, se Will é somente o Seeker e tem 4 guerreiros para protege-lo, eles poderiam ter momentos de luta, porém na única viagem que fazem com Will para recuperar um dos signos eles ficam imobilizados, deixando o trabalho inteiro para o menino, e na luta final são facilmente dispensados. Além disso, por se tratar de um filme para o público infanto-juvenil o filme tem que ficar se explicando, contei pelo menos 5 cenas onde a explicação de que os poderes das sombras estão cada vez maiores.

 

Em termos de atuação, nada a comentar, Ian Mcshane e Cristopher Ecclestone estão somente pagando as contas, e o rapaz Will até parece ser carismático, mas nos momentos dramáticos não se sai nada bem, portanto acredito que não foi muito testado. Todos no piloto-automático.

 

 

 

Melhor cena: Acho que a cena onde o vilão ameaça as pessoas da casa com gelo. É a única que consigo me esforçar um pouco para deixar passar.

Separados

P.S. EU TE AMO - P.S. I LOVE YOU (2007)

 

 

 

Direção:  Richard LaGravenese

 

Elenco: Gerard Butler, Hilary Swank, Gina Gershon, Lisa Kudrow, Harry Connick Jr., Khaty Bates  

 

Cotação Verde:

 

  

 

Análise:  Holly (Hillary Swank) e Gerry (Gerard Butler) são um casal vivendo em Nova York, que apesar de apaixonados brigam como todo casal normal e continuam completamentem apaixonados, apesar dos problemas de dinheiro, dos desejos conflitantes (filhos x estabilidade financeira) e demais problemas do dia-a-dia, até o dia que Gerry morre.

 

A partir dai Holly desaba em depressão, se afastando de todos os amigos e familiares, sendo incapaz de viver sem seu marido só encontrando alegria novamente no dia do seu aniversário, quando recebe um pacote endereçado por Gerry, que pede a ela que faça uma série de instruções que ele vai mandar em cada carta para que ela volte a ser feliz.

 

O filme parte dessa premissa para mostrar o periodo de um ano posterior a morte de Gerry na vida de Holly. Intercalando bons momentos de drama na vida de Holly, principalmente no seu relacionamento com sua mãe, com momentos cômicos forçados que ela vive ao lado das amigas, o filme tem dificuldade de adotar um gênero, o que se torna prejudicial para alcançar o resultado final. Afinal, devemos chorar e nos emocionar com Holly ao seguir as instruções do marido nas últimas oportunidades de "contato" que eles tem, ou devemos rir de algumas situações que aconteceram com eles no passado, ou que Holly passa com suas amigas.

 

Devido a essa dificuldade de generos, o filme deve ser analisado de duas formas distintas, o drama e a comédia. Como drama os momentos de Holly com sua mãe ou relembrando o marido são tocantes, mostrando realmente que Hillary Swank é uma grande atriz e que sabe demonstrar essas emoções pesadas sem ter que se tornar escandalosa, porém como comédia o filme força a barra para tentar fazer rir, tentando criar um alívio onde acredido que não deveria haver. Não acho que nenhuma cena seja sem-graça no filme, porém respostas sutis ou momentos intimos de uma familia, como a da irmã de Holly quando pergunta se ela quer ficar bêbada ou até mesmo na forma ironica de Gerry fazer todas as coisas, funcionam melhor que a cena do bote no lago com as amigas.

 

Na verdade uma das coisas que soa falsa no filme é a amiga vivida por Lisa Kudrow, uma devoradora de homens que flerta e ataca (Sim ataca) os homens no funeral de Gerry. Mesmo esse funeral sendo (acredito eu) aos moldes Irlandeses, sendo realizado no PUB da mãe de Holly e com uma festa regada a cerveja e uisque, o mais importante para ela é atacar os homens a estar com a amiga.

 

Outro perdido no filme é Harry Connick Jr., apesar de demonstrar a busca de Holly por uma nova vida ele me parece mais um psicopata com seu comportamento quieto e meio obsecado por Holly, ainda com o visual de cabelo liso lambido que me fez lembrar das fotos de Javier Bardem em Os fracos não tem vez.

 

Salvo nesse filme a interpretação segura de Gerard Butler como Gerry que realmente demonstra no olhar para Holly todo seu amor, de Khaty Bates no ultimo ato do filme, se revelando como uma pessoa insegura mas demonstrando o grande amor que tem pela filha e a própria Hilary Swank no "arco" drámatico do filme.

 

 

 

Melhor cena: Muitas cenas do arco drámatico podem ser consideradas para esse etapa, mas devo escolher uma, apesar de todas as cenas de Holly e Gerry serem agradáveis, a melhor parte do filme é a conversa de Holly e sua mãe que começa no PUB e termina no Central Park, acho que pela constatação das duas que estarão sempre sozinhas e sempre juntas e também para mostrar o tom que o filme deveria ter tido.]

 

 

P.S. Adivinha

Tradição

A RAINHA - THE QUEEN (2007)

 

 

 

Direção: Stephen Frears

 

Elenco: Helen Mirren, Alex Jennings, James Cromwell, Michael Sheen

 

Cotação Verde:

 

  

 

Analise: A pedidos de meus colegas de trabalho estou comentando esse filme, um excelente trabalho do diretor Stephen Frears que rendeu o Oscar de melhor atriz pelo excelente trabalho de Hellen Mirren no papel da rainha Elizabeth II.

 

O filme conta a história sobre a posição do governo britanico perante a morte da princesa Diana. Desafeta da familia real antes mesmo da separação, a rainha e seu marido estavam sempre prontos para ter de responder sobre algum escandalo atribuido a princesa, não havia nenhuma tradição para o caso de uma ex-princesa morta, já que o divórcio já foi algo extremamente inovador para os padrões tradicionalistas britanicos, ainda mais para a família real.

 

Após a morte, e com a tentativa de intervenção do primeiro ministro recém-eleito Tony Blair (Michael Sheen) a rainha continua com o seu isolamento dos sudítos, acreditando que as tradições são mais importantes que o carisma que a "Princesa do Povo" conseguiu cativar na população, seja por sua beleza, por suas causas humanitarias ou até mesmo pelas revelações da traição de Charles (Alex Jennings ) ou pelos mal-tratos da familia real e como ela se tornou uma "sombra" sobre a familía real com sua vida e morte.

 

Com belas interpretações, e uma forma respeitosa de mostrar que o mundo muda, em todo lugar o filme ainda consegue mostrar a grandiosidade e importancia que a rainha exerce sobre a Inglaterra, ainda mais para nós brasileiros, que não respeitamos nem mesmo um presidente eleito (não que ele mereça), imagine o que é respeitar uma familia no poder a muitos anos, por um mero "acidente" de nascimento.

 

Melho cena: Varias cenas excelentes no filme, destaco duas, o encontro da rainha com cervo, e ao meu ponto de vista a comparação da caça ao cervo com o cerco sobre a princesa Diana, e o dialogo da rainha com Tony Blair, onde ela diz que hoje ele pode ser amado, mas um dia ele teria que lidar com a revolda do eleitorado, e nesse dia ela queria ver como ele se sairia. Mais atual e sutil do que isso para a posição da Inglaterra na guerra do Iraque impossível.

Renascimento

ROCKY BALBOA - ROCKY BALBOA (2007)

 

 

 

Direção: Silvester Stallone

 

Elenco: Silvester Stallone, Milo Ventamiglia, Burt Young, Antonio Tarver, Geraldine Hughes

 

Cotação Verde:

 

  

 

Analise: O Filme começa com Rocky mais velho, vivendo sozinho e revisitando os lugares onde esteve junto de sua amada, Adrian, que faleceu como o lutador diz de "doença de mulher", vivendo uma vida fora do circuito de lutas, dono de um restaurante com o nome da amada ele vive de entertainer, contando histórias de seu tempo de "glória". Distante do filho, que não aguenta estar sob a sombra do pai, o velho Balboa acredita, após ver uma simulação de uma luta sua com o atual campeão, que pode voltar a lutar lutas menores na cidade, porém com a publicidade recem-adquirida pela simulação os empresarios do lutador Mason Dixon preparam uma luta de "exibição" entre os dois, que pode significar a glória para um ou outro, ou quem sabe ambos.

 

Demonstrando bastante segurança como diretor, e voltando a origem da personagem que criou na década de 70, Stallone surprende e se reinventa mais uma vez, como ator sério e até mesmo competente para mostrar a história de sobrevida de alguem que parecia não ter mais motivação (já que desde a morte da esposa vivia do passado dos dois), ajudando uma antiga conhecida da comunidade, o filho da mesma e trazendo o filho para perto de si, Rocky descobre que apesar da idade ainda pode realizar algo no mundo, e principalmente para ele e o próximo.

 

Contando com um roteiro bem escrito tambem, é gostoso ver que diferente dos filmes anteriores o importante nesse caso não foi a  luta final e sim como Rocky se desenvolve e constrói sua trajetório durante a projeção, sendo bastante verossimil a personagem, principalmente na maneira de falar e discursar, mantendo o jeito simples, direto e bruto de Rocky, inclusive sua aparente inocencia e crença nas cenas do julgamento da comissão de boxe e da bronca que ele da no filho. O roteiro e o diretor (a mesma pessoa :-D) tambem são verossimeis a forma de Rocky lutar, já que não pegaria bem um lutador recém-egresso da aposentadoria de 60 anos pulando como um boxeador mais novo no ringue.

 

Melho cena: Muitas cenas boas e fortes ocorrem durante a projeção, mas a cena de entrada do lutador ao som de Frank Sinatra e a saida do ringue em glória, sem importar para o resultado da luta é ainda melhor, já que mostra que nem sempre o vencer é o mais importante (coisa dificil em qualquer país, principalmente o nosso) e que certos nomes do esporte ou que fazem parte da história de um país devem ser respeitados(mais um dos itens que "faltam" ao nosso Brasil)

Chances

GRANDE FAMÍLIA (2005)

 

 

 

Direção:  Maurício Farias

 

Elenco: Marco Nanini, Marieta Severo, Guta Stresser, Pedro Cardoso, Andrea Beltrão, Paulo Betti, Lucio Mauro Filho, Dira Paes, Tonico Pereira

 

Cotação Verde:

 

Analise:  Quantas chances temos de fazer a coisa certa na vida, e de corrigirmos algum ato que tenhamos errado? No novo filme da Grande Familia, utilizando um misterioso evento que ocorre perto de uma situação de perigo do Lineu a historia se desenrola de 3 formas diferentes, para contar como 3 "diferentes" Lineus (marco Nanini) reagem a noticia (não confirmada) que morrerá em breve, e como pretendem preparar a familia e viver a vida sem contar a noticia para o resto dos seus familiares.

 

Se aproveitando da visão de eventos dos Lineus preocupado, aventureiro e romantico o filme se torna 3 pequenos esquetes da TV mas com a mesma história, contando logico com os recursos melhores de imagem e som do cinema, porem ficando aquem do material apresentado no formato original. Talvez o tipo de comédia dramática que a série vende não sirva para ser feita em tres histórias diferentes.

 

O filme alterna momentos hilários (em especial as cenas com Tonico Pereira e Marco Nanini - hílarias, ou as cenas com Pedro Cardoso), com momentos que acredito serem pesados demais para o tipo de produção como o tapa na cara de Lineu em seu filho Tuco (Lucio Mauro Filho), o que deixa até mesmo estranho o clima no filme no decorrer da produção. Apesar disso é um filme gostoso de ver, porém talvez funcione melhor para quem não acompanha a série na TV, que apesar da tela ser menor, tem uma superior qualidade em relação ao filme.

 

Melho cena: A melhor cena do filme é no ultimo quadro, com a conversa entre Lineu e Agostinho na pastelaria do Beiçola, quando Agostinho anuncia a gravidez de Bebel e faz uma revelação ao sogro que é de encher os olhos, uma cena bem escrita e bem dirigida, com dois montros brasileiros que ficou muito boa.

 

Questão de ?

 

CONQUISTA DA HONRA - FLAG OF OUR FATHERS (2005)

 

 

 

Direção:  Clint Eastwood

 

Elenco: Adam Beach, Barry Pepper, Jesse Bradford, Paul Walker, Jamie Bell, Ryan Phillipe

 

Cotação Verde:

 

Analise:  O que é Honra? Qual o real significado dessa palavra, e mais importante ainda, quem vale a pena honrar? No novo filme de Clint Eastwood sobre uma das imagens mais simbolicas da 2º Guerra, quando 6 soldados americanos levantaram num mastro improvisado uma bandeira dos Estados Unidos no 5º dia de luta contra os japoneses na ilha de Iwo Jima no Pacífico.

 

Nesse filme de Clint Eastwood acompanhamos os 3 sobreviventes que estavam na imagem, Ira Hayes, Doc Bradley e Rêne Galgon (respectivamente Adam Beach, Ryan Phillipe e Jesse Bradford) numa turne nos estados unidos para honrar seu país e conseguir que o povo compre "cupons de guerra" para financiar os soldados americanos na luta.

 

Enfrentando a própria conciencia (um dos amigos que estava na foto foi confundido por outro, e não reconhecido) os 3, ou melhor Ira e Doc começam a entrar em crise com sua consciencia sobre quem devem honrar de verdade, o seu pais ou seus amigos, enquanto Rene esta mais preocupado em ganhar fama e fazer contatos para se tornar rico.

 

Muito bem dirigido por Clint Eastwood o filme não chega a ser uma obra prima, principalmente se comparada aos ultimos trabalhos do diretor (sobre meninos e lobos e Menina de Ouro), mas acompanha o mesmo arco drámatico desses dois, sendo a redenção humana o ponto mais importante. A historia mostra tambem como na verdade o exército não ligava a minima para quem ficava para tras, mito esse desmentido quase no começo da projeção.

 

O filme peca um pouco no seu elenco, principalmente na interpretação de Adam Beach que oscila momentos muito bons (o encontro com a mãe dos colegas, e o pedido para ver a mãe ) com vários momentos ruins ( o momento do trem e a bebedeira na rua) e de Jesse Bradford, porém como a personagem dele não mostra nenhuma sequela de guerra, as falhas de Adam são muito mais visiveis. Já Ryan constroi um doutor obstinado no trabalho que tem de fazer e introspectivo, situação que piora ainda mais depois da horrivel morte de seu colega iggy

 

O interessante no filme é ver um diretor americano, considerado um icone do cinema e do pais, desmitificar que a patria adorava seus soldados e vice-versa, já que om final do filme ainda traz a frase " Foi por amor a patria que eles se alistaram, mas pelo colegas que eles morreram", respondendo a questão que a maior honra é respeitar os companheiros, que se arriscaram do que uma instituição que ou um pais, resumindo, nosso foco deveria estar nas pessoas.

Melhor remédio

PATCH ADAMS - O AMOR E CONTAGIOSO - PATCH ADAMS (1998)

 

 

 

Direção:  Tom Shadyac

 

Elenco: Robin Willians, Daniel London, Phillip Seymor Hoffman, Monica Potter, Bob Gunton, Peter Coyote

 

Cotação Verde:

 

Analise:  A uns 3 anos atras, em um evento da empresa que trabalho tivemos a oportunidade de assistir uma palestra dos Doutores da Alegria e tambem a oportunidade de vermos em primeira mão cenas do documentário que seria lançado no mesmo ano sobre o grande trabalho desses homens e mulheres que melhoram um pouco a qualidade de vida das crianças dos hospitais de São Paulo (não sei dizer e nem posso comentar se esse trabalho é nacional, portanto fico com a informação que conheço, se alguem souber melhor me corrija.)

 

Naquela ocasião, ao ver a cena das crianças e a alegria em seus olhos a chegada daqueles "palhaços", era impossivel não me emocionar, e mesmo tendo a meu lado uma "paquera" na época, esqueci completamente onde estava e me senti absolvido pelo filme, me deixando até mesmo cair em lagrimas.

 

Infelizmente ainda não assisti o filme na integra, mas tive a oportunidade de assistir o filme Patch Adams na TV, e saber como surgiu esse trabalho lindo. No filme, conta-se a história de Hunter "Patch" Adams, um ex-suicida que se interna voluntariamente em um sanatório e descobre lá dentro sua vontade de ajudar o próximo, e a partir dai acompanhamos seu periodo de formação universitária e quebra de paradigmas da forma como a medicina era encarada na sua escola e na época.

 

Com uma atuação apaixonante de Robin Willians, Peter Coyote e do elenco, o filme mostra uma história muito bonita, que encontra seu auge nas cenas em que Patch cativa seus pacientes, sendo eles crianças ou adultos. Com um pequeno deslize no meio da produção, com a subtrama do "erro" ao entender a mente humana após um assassinato, honestamente não sei se isso realmente ocorreu, mas como foi mostrado no filme, não foi erro de Patch o que houve, e sim deve ser louvado o fato dele se preocupar com a mente de um paciente problemático (como ele era antes), e não somente medica-lo e  manda-lo embora, se ele era pássivel de cura ou não era outro detalhe. Essa é a mensagem que Patch e o filme tentam mostrar, que devemos olhar alem do problema e sim para tudo, para acharmos a solução.

 

Duas observações que faço sobre o filme é que enquanto assistia ao filme ao lado do meu pai ele comentou que Patch era um cara "chato", já que nunca deixavá de ter uma brincadeira pronta para qualquer momento, porém o fato de brincar com algum tema não transforma a pessoa menos capaz ou profissional, isso é demonstrado no filme e na vida de Patch com as notas elevadas que ele tinha, e acho que ele estava certo na epóca e hoje, já que rir e o melhor remédio. Outro ponto que observo aqui, é que copiei do meu amigo RogerMk a idéia de avaliação, só dando as 5 cotações verdes a partir de agora para os filmes que marcaram minha vida, e esse pela história que começou a 3 anos atras é um dos que merecem até mais estrelas.

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