Cinemarte

Cansados da limitação deste espaço estou migrando meu blog para um novo endereço.

 

Mesmo que não seja definitivo (ainda vai sair o Cinemarte oficial) vou utilizar o espaço do WordPress até

 

Sempre que atualizar lá coloco o link aqui.

 

por enquanto me acompanhem em: http://cinepapo.wordpress.com

 
 

lágrimas

UP - ALTAS AVENTURAS - UP (2009)

 

Cotação Verde:

Direção: Pete Docter, Bob Peterson

Roteiro: Bob Peterson

Elenco: Christopher Plummer (voz), Edward Asner (Carl Fredricksen - voz), John Ratzenberger (voz), Jordan Nagai (Russell - voz)

 

Up é o 10° longa metragem da Pixar a ser lançado no cinema e como todo filme da Pixar conta com protagonistas incomuns, uma maravilhosa animação em aspectos técnicos e uma história envolvente e emocionante.

“Para cada alegria, uma lágrima”. Seguindo o mote de seu grande ídolo, Walt Disney, o produtor John Lasseter leva este lema à perfeição nesta história de um senhor da terceira (Carl) que após perder a esposa decide embarcar em uma aventura sonhada com ela desde a infância. O que ele não esperava era seguir viagem com um garoto curioso chamado Russel e encontrar personagens estranhos, como uma pássaro afetuoso, um cachorro falante atrapalhado e um antigo herói do passado.

Contando com um inicio belo que de forma ágil e sensível conta a história de Carl e Elle até os dias de hoje o filme consegue verter o publico as lagrimas logo em seu inicio, porém exceto por esta linda história de amor o filme não se sustenta, a trama não emplaca e apesar de momentos engraçadas – “Esquilo” – a narrativa e a história é a mais fraca da Pixar.

Como visual o filme tem uma construção interessante em construir os personagens mais velhos da trama com o rosto quadrado, enquanto as crianças possuem uma linha mais arredondada, até como forma de mostrar as diferenças não só de idade, mas também de comportamento. Também é bela a homenagem a kirk Douglas, inspiração ao vilão do filme e a Walter Matthau , clara inspiração para Carl.

Melhor Cena: Além da edição de abertura o clima que vai sendo criado na conversa dos dois velhos no dirigível é para um clássico de filme de suspense. Muito bom.

 

 

 

 
 

Maestria

CIDADÃO KANE - CITIZEN KANE (1941)

 

 

Cotação Verde:

 

Direção: Orson Welles

Roteiro: Orson Welles

Elenco: Agnes Moorehead (Mary Kane), Joseph Cotten (Jedediah Leland), Dorothy Comingore (Susan Alexander Kane)

Este é o início de um novo projeto, chamado Bravo, que significa avaliar os 100 filmes mais influentes do cinema de acordo com a lista da revista de mesmo nome.

Para começar avalio o filme de posição número 1 na lista, o filme mais aclamado e reverenciado de todos os tempos, uma obra prima do maior diretor de todos os tempos – Cidadão Kane

Esta crítica também serve para eximir parte de uma mea culpa, já que nunca tinha visto filmes tão antigos e nunca tinha visto cidadão Kane. Mas chega de falar disso e vamos falar do filme.

Contando a história do mago da mídia Charles Foster Kane, um menino humilde criado por um banqueiro logo depois que sua mãe recebe de pagamento pela hospedagem de um homem em sua pousada a escritura de uma mina de ouro que se acreditava estar esgotada.

O filme tem uma estrutura inovadora para a época, já que inicia a história a partir da morte de Kane e de suas palavras finais – Rosebud – A partir disso um repórter, com o ímpeto de tentar esclarecer quem era aquele homem através de suas últimas palavras começa a entrevistar quatro pessoas ligadas a Kane, seu melhor amigo (Leland), o presidente de sua empresa, sua ex-esposa e o banqueiro que o criou na infância.

É importante avaliar que o filme brinca muito com técnicas disponíveis e inventadas na época, sendo tanto um exercício de narrativa quanto de estilo e fotografia, para exemplificar isso é interessante ver como a aparição de Kane se inicia no filme como um filme mudo, onde consideramos o mesmo inocente e gentil, enquanto no final o visual do filme remete-se ao expressionismo alemão (a mansão de Xanadu) com Kane, este cada vez mais soturno e ameaçador.

Além disso o filme brinca com a persona de Kane, já que no começo do filme o mesmo é retratado por pessoas que se não o amam tem simpatia por ele, como seu “padrasto” e seu administrador, porém no final ao entrevistar seu antigo amigo, e agora desafeto e sua ex – esposa a visão que temos de Kane é a de um homem egoísta e mais interessado em si mesmo, dono da verdade e controlador.

É interessante identificarmos também como a fotografia é importante neste filme, tanto para a construção dos cenários e ambientes, como a obscuridade das personagens e principalmente para mostrar a iluminação do jornalista que conduz as entrevistas que elucidam a história. É interessante verificar como o mesmo esta sempre em sombras e quando finalmente esclarece parte da persona de Kane ele se elucida e se ilumina, com seu rosto aparecendo ao publíco.

Com excelentes atuações, principalmente por parte de seu protagonista interpretado por Orson Welles, o filme transita entre a empatia e o desgosto pelo seu protagonista, que não é considerado nem herói nem vilão na película. Porem apesar disso o filme nunca deixa de construir um protagonista cativante e interessante, que se tornou uma lenda do cinema mundial.

Melhor Cena: A cena de separação de Kane e Susan mostra muito de como Kane enxerga o mundo, e como Susan comça a realmente ve-lo - "Você é engraçado"

 
 

Sarro

LESBIAN VAMPIRE KILLERS (2009)

 

 

 

 

Cotação Verde:

 

Direção:  Phil Claydon
Roteiro: Paul Hupfield, Stewart Willians, Phil Claydon
Elenco: Paul Mcgann (Vicar), James Corden (Fletch), Mathew Horne (Jimmy), MyAnna Buring (lotte), Silvia Colloca (Carmilla)

Acabei de assistir a um filme da I Mostra SP terror, uma mostra de cinema fantástico aqui em SP na Reserva Cultural Cinema. Infelizmente estava sem meu caderno para notas, portanto este post vai ser breve e relacionado sobre os destaques que eu consigo recordar do filme.

Contando com a trama geral de uma lenda antiga sobre um escolhido descendente de alguém em um vilarejo distante,  que por muita sorte esta no lugar certo no momento mais crucial para profecia se completar o filme utiliza todos os clichês do gênero para fazer sua bem humorada sátira.

Porém foi em sua simplicidade que o filme me encantou, contado com um elenco desconhecido, esta produção britânica brinca através de um bom roteiro com todos os truques envolvendo mulheres vampiras no cinema. As poses para a câmera, a bissexualidade (neste caso especifico a homossexualidade), as poses eróticas, os gemidos e lógico a pouca roupa.

Além das brincadeiras com os clichês o filme também aproveita para mostrar como os homens são na verdade o sexo frágil do mundo.  No começo do filme os protagonistas, Jimmy e Fletcher tem que encarar o 7º rompimento de namoro com a mesma pessoa e a chefe, respectivamente, sem conseguirem ao menos se defender de forma correta ou saírem vencedores do confronto.

Sobre os protagonistas me agradou muito o ator que interpreta Fletcher, com um jeito desbocado e preguiçoso ele é realmente engraçado e tem ótimas sacadas no roteiro, só me preocupa esta mania de fazer todos os gordinhos em filmes de comédia britânico se parecerem com Nick Frost (Todo mundo quase morto e Chumbo Grosso).

Em linhas gerais é um filme bom, com boas sacadas e que somente peca pela escolha de seu protagonista, Jimmy, que é tonto demais para que possamos torcer por ele. Apesar disto o gancho da seqüência me parece ser muito interessante, então com certeza eu assistiria mais uma aventura dos Matadores de Vampiras Lésbicas.

 

 

 
 

Trailer Nacional...

Acabei de ver o trailer do filme Besouro, sobre um capoeirista da década de 20. Parece muito o estilo de luta de Tigre e o Dragão, mas se a hisória for boa e respeitarem a capoeira (que eu adoro fazer) acho que temos um bom filme na mão..

Meio Twitter mas acho que passei o recado.

Maturidade

DIVà(2009)

 

 

 

 

 

Direção: José Alvarenga Jr.
Roteiro:
Marcelo Saback
Elenco:
Lília Cabral (Mercedes), José Mayer (Gustavo), Reynaldo Gianecchini (Theo), Cauã Reymond (Murilo), Alexandra Richter (Monica)

Cotação Verde:

 

 

 

Direção: José Alvarenga Jr.
Roteiro:
Marcelo Saback
Elenco:
Lília Cabral (Mercedes), José Mayer (Gustavo), Reynaldo Gianecchini (Theo), Cauã Reymond (Murilo), Alexandra Richter (Monica)

Divã conta a história de Mercedes (Lilia Cabral), uma mulher de meia idade que resolve procurar um psicólogo para falar sobre sua vida, não por que estivesse triste como ela mesmo comenta no filme mas para conhecer-se melhor.

Baseado em uma peça de teatro, o filme conta com diálogos bem construídos, um elenco  afiado e um trabalho de direção de arte contido porém muito bem feito e um roteiro irregular que oscila demais entre a realidade da vida e a tentativa de comédia constrangedora.

 O filme funciona como uma história sobre amadurecimento, não o amadurecimento de seriedade acerca da vida e sim o aprendizado da vida, de saber rir e principalmente no caso de Mercedes chorar da vida e se emocionar.

Na história Mercedes é casada com Gustavo (José Mayer) o homem que segundo ela, “Estava casado comigo antes do casamento”, desconfiada de que ele tem um amante e após ter iniciado a terapia, Mercedes também começa um caso, com Theo (Reinaldo Gyanecchini), um aventureiro solteiro e mulherengo que se apaixona pelo jeito aventureiro de Mercedes e através dos acontecimentos deste novo amor na sua vida e com ajuda da inseparável amiga Monica (Alexandra Richter), Mercedes embarca nessa viagem de autoconhecimento e aprende a desfrutar do lado emocional na vida.

Este conflito razão x emoção é o que norteia toda a  narrativa do filme, Mercedes é razão, é lógica, é entender que sexo não precisa de amor e envolvimento, enquanto sua amiga Monica é diferente, ciumenta e emotiva, Monica se declara como sendo uma mulher a moda antiga, que sonha em viver a vida em torno e a “serviço” de um homem, que sonha com um amor,  um principe encantado e que toma as decisões da vida baseada no seu coração.  Indepentende das suas diferenças estas mulheres se completam e crescem juntas na vida e ao longo da trama.

Contando com um figurino que exemplifica o conflito racional x passional do filme, é interessante como a direção de arte emprega cores para exemplificar este comportamento, Mercedes só usa azul claro, cor neutra, sem emoção e nem mesmo brilho, enquanto Monica  usa o vermelho, paixão e intensidade. Esta escolha interessante é visível somente no elenco feminino, é demonstrada como uma parede ao fundo quando ambas falam de sexo e pela roupa de Gustavo quando conta a Monica que esta namorando.

É interessante notar também o papel do divã e do psicólogo no filme, o rosto e a voz do psicólogo nunca podem ser escutados, o que da uma nova perspectiva para o conceito de personagem falando diretamente ao publíco. Como o médico fica sempre no escuro, de costas para nós ele pode ser muito bem ser alguém assistindo o filme, portanto divã não é parte do cenário mas o filme em si, mais metanlíguistico e interessante impossível.

Mas então por que o filme é irregular se demonstra tantos aspectos interessantes? Pelo simples fato de tentar fazer rir quando na verdade ele deveria ser somente verdadeiro ou melhor dizendo, real. Se no filme é engraçado ver a discussão de Mercedes e Gustavo durante o jogo de futebol (fato comum em 11 entre 10 casais), é muito desconfortável e completamente fora do clima  ver a cena vexatória da balada quando ela reencontra Theo ou quando ela pede conselhos à filha de Monica.

Apesar desta pequena falha no roteiro, Divã é um importante passo para a industria nacional de cinema, por dar seguimento ao sucesso de publico aos nossos cinemas e por mostrar o carisma de Alexandra Richter e principalmente Lilia Cabral, que parece descabida de qualquer traquejo global na produção e se entrega ao filme de forma apaixonante e posso dizer linda. Interessante também é a boa atuação de José Mayer e de todo elenco, de Cauã Reymond a Gianecchini.

 

 

 

 

Melhores Cenas: Mercedes nua deitada sob a janela com os pés no vidro mostra a beleza da maturidade... tanto mentalmente no filme como fisicamente. Parabens Lilia e ao diretor pela ousadia e beleza.

 
 

Crescer

ALTA FIDELIDADE  - HIGH FIDELITY (2000)

 

 

 

 

 

Direção: Stephen Frears

Roteiro: D.V. DeVincentis, Steve Pink, Scott Rosenberg, John Cusack 

Elenco: Iben Hjejle (Laura), Catherine Zeta-Jones (Charlie Nicholson), Joan Cusack (Liz), Tim Robbins (Ian `Ray` Raymond), Jack Black (Barry), Todd Louiso (Dick), John Cusack (Rob Gordon) 

Cotação Verde:

 

Análise: Baseado em um livro de Nick Hornby, este pequeno clássico Cult envolve cinema e música de forma magistral, dirigido por Stephen Frears o filme trata de neuroses do passado e principalmente sobre a dificuldade dos homens em crescer, principalmente se comparados com as mulheres.

A narrativa do filme começa no momento em que Rob é abandonado por Laura, como forma de desprezar o abandono  ele constrói uma lista dos 5 maiores foras que ele já tomou, não incluindo a atual ex, e ao acompanhar o dia a dia de Rob após o termino e sua decisão, inspirada por um sonho de Bruce Springsteen, de  revisitar o seu passado para entender o por que seus relacionamentos, segundo ele, terminam sempre da mesma forma, vamos conhecendo um pouco mais de Rob e de sua vida.

O primeiro ponto importante do filme é sua música e como a música auxilia a narrativa, Rob é dono de uma loja de música e um “geek” deste mundo, apoiado na musica para seguir a vida, “Eu sou deprimido por que escuto música pop ou escuto música pop por que sou deprimido”, ou até mesmo como forma de sobrevivência ou aproximação de alguém ( A fita para cada flerte).

Outro ponto de destaque no longa é a interação de Rob com seu passado, e como uma jornada de crescimento se faz necessária para que a personagem entenda melhor o mundo que o cerca. Isto é apontado diversas vezes no longa, já que aparentemente para ele se a ex não fez sexo com o atual namorado tudo esta bem, é um motivo para sair comemorando ao som de Queen. Além disso todos os relacionamentos anteriores que constam na lista do Top 5 de Rob nunca terminaram da forma como ele enxerga. Sendo na verdade ele o causador do rompimento, ou por estarem na fase inicial das descobertas, ou por não entender um trato de conforto mútuo, ou por ser afoito e por último por ser tremendamente inseguro.

Na insegurança de Rob temos dois artifícios inteligentíssimos do diretor Stephen Frears, os dois “oponentes” principais de Rob são interpretados pelas duas estrelas de Hollywood (Além de John Cusack) no longa, Caterina Zeta-Jones e Tim Robbins. Ela faz uma ex-namorada de Rob, de nome masculinizado e indepentende que ofusca todos ao redor (Ela parece brilhar na tela) e que Rob nunca se recuperou, sendo a recuperação do rompimento com ela parte chave de seu crescimento como pessoa. E Tim Robbins interpreta o novo namorado de Laura, desafiando Charlie pelo amor dela e até mesmo tentando resolver o conflito com ele na loja de CD´s, o que gera a cena mais engraçada do longa.

Sem maiores ousadias na fotografia ou na movimentação de câmera, Stephen Frears e a equipe do filme usam o roteiro bem escrito e a força de seu protagonista e do elenco, principalmente os ajudantes de Rob, Dick e Barry,  para desenvolver uma excelente história e um excelente filme sobre maturidade.

 

 

Melhores Cenas: A cena do funeral e pós funeral, desenvolve o crescimento do personagem e o joga para a vida real.

 

 
 

Apostas

Ola pessoal.

Apesar de um pouco em cima da hora seguem minhas apostas para o Oscar desse ano, com base nos prêmios da promoção do Cinemark.

 

Depois posto a premiação, o que achava e o que achei do ganhador.

 

Melhor filme: O Curioso caso de Benjamin Button

Melhor Ator: Mickey Rourke

Melhor Ator Coadjuvante: Heath Ledger

Melhor Atriz: Kate Winlet

Melhor Atriz Coadjuvante: Penelope Cruz

Melhor Diretor: David Fincher

Melhor Roteiro Original: Wall - E

Melhor Roteiro Adaptado: Frost/Nixon

Melhor Música Original: Quem quer ser um milionário

Melhor Filme Estrangeiro: Valsa com Bashir (Israel)

Melhor Filme de Animação: Wall - E

Melhor Fotografia: O Curioso caso de Benjamin Button

Melhor Maquiagem: O Curioso caso de Benjamin Button

Melhores Efeitos Visuais: Batman

 
 

Sonho

 

REBOBINE POR FAVOR  - BE KIND, REWIND (2008)

 

 

 

 

 

Direção: Michael Gondry

Roteiristas: Michael Gondry

Elenco:  Jack Black, Mos Def, Denny Glover, Sigourney Weaver, Mia Farrow, Melonie Diaz

Cotação Verde:

 

Análise:   Antes de começar essa crítica, ou melhor dizendo esse comentário sobre o filme, quero lembrar que não sou crítico de cinema, não estudei cinema (ainda) e não fiz um curso de crítica de cinema para analisar angulos, movimentações de camera, palheta de cores, atuação e até mesmo estrutura e a história como um todo. Comento o que eu sei e as minhas limitações e opiniões vão de encontro ao que eu gosto ou não, também não muito longe dos criticos já que graças a Deus o cinema não é uma ciência exata, é arte e como arte ela reflete opiniões de acordo com o gosto de cada um.

 

Falo isso para dizer que esse filme para mim é envolvente exatamente pelo fato de tratar de um sonho de criança, fazer um filme. Uma crítica mais perfeita e técnica de um crítico que eu respeito e mais admiro pode ser encontrada aqui. Bom, explicado tudo devo dizer que para mim o filme é perfeito em retratar como o cinema envolve pessoas, cria união e principalmente movimenta sonhos.

 

Mas partindo do começo, o filme conta a história de dois amigos, Jerry (Jack Black) que trabalha em um ferro velho perto de uma estação de energia e Mike (Mos Def), assistente da locadora do Sr. Fletcher (Denny Glover), a Be Kind Rewind. Jerry é um desastradado e paranóico, que assustado com a possibilidade de microondas da proximidade com a estação de energia resolve sabotar o local. A sabotagem da errado então Jerry fica magnetizado, destruindo todas as fitas, o que obriga ele, Mike e futuramente a inteligente Alma (Melonie Diaz) a criar as versões Suecadas dos filmes em cartaz, o que gera sucesso e integração na comunidade.

 

O filme é inventivo e brinca com inumeras lembranças de filmes das décadas de 80 e 90 e brinca com a inventividade dos cineastas em realizar efeitos especiais sem utilizar muito dinheiro, exatamente como o Michael Gondry gosta de trabalhar nos seus filmes e algo raro hoje em dia. O filme não chega a ser hilário, mas traz um sorriso no rosto e para os cinéfilos é agradável a visão de como um sonho é sempre possível. Alinhado tudo isso a experiência anterior na mostra que fui no MIS aqui em São Paulo me identifiquei muito mais com as dificuldades de fazer um filme. Um sonho meu que se ainda não foi realizado transformarei em verdade... Como o documentário e a história no final do filme.

 

 

Melhores cenas: A sequência dos filmes sendo gravados mostrando a inventividade na produção e a interação da comunidade e a cena final que mostra o poder de mobilização do cinema para mim são emblemáticas e excelentes.

 

 

UM DIA DE CÃO  - DOG DAY AFTERNOOM (1975)

 

 

 

 

 

Direção: Sidney Lumet

Roteiristas: Frank Pierson

Elenco:   Al Pacino, Penellope Allen, John Cazale, Sully Boyar, Chris Saradom, James Broderick, Charles Durning

Cotação Verde:

 

Análise:   Eu nasci em 1982 e desde que comecei a assistir filmes sei que Al Pacino é um dos maiores atores da sua geração, assisti a filmes como Advogado do Diabo, Fogo contra fogo, Poderoso chefão e Advogado do Diabo que somente comprovavam isso, porém nunca havia me aprofundado na década mais significativa para a criatividade de Hollywood, os anos 70, que lançaram esse grande astros e outros mais (Robert de Niro, Dustin Hoffman entre outros)

 

Comecei a rever meus conceitos quando comprei o DVD de Um dia de cão, um clássico do cinema norte-americano dirigido por Sidney Lumet e com atuação primorosa de Al Pacino, John Cazale e Chris Sarandon.

 

O filme conta a história de um veterano do Vietnam chamado Sonny (Al PAcino) que ao tentar arranjar dinheiro para pagar a operação de troca de sexo de uma de duas "mulheres" resolve assaltar um banco em conjunto com o amigo Sal (John Cazale), contando com conhecimentos de um trabalho do passado ele sabe como funciona as agências bancárias, porém através de seu excesso de zelo e por não ser uma pessoa "má" o roubo que deveria durar 10 minutos acaba se alongando e se transforma em um circo para a mídia, uma situação de tensão para os policiais despreparados e Sonny em uma celebridade instantânea devido a forma como negocia e trata os policiais.

 

O filme é uma critica ao abandono ao ex-combatentes do Vietnam que perderam anos de vida em defesa a sua pátria (A cena da entrevista de Sonny mostra isso, já que ele não vai conseguir um bom emprego), ao despreparo dos policiais (os gritos de Attica, uma Carandiru americana e a forma como o Detetive Moretti vivido por Charles Durning e Sonny negociam) e a pressão do American Way of Live, onde sucesso e dinheiro são necessários para alcançar a felicidade.

 

Os méritos do filme são muitos, a camera do diretor Lumet não revela muito as ações dos policiais além do que Sonny e seu companheiro já acreditam ser padrão, portanto os planos do FBI e a tentativa de invasão do banco criam surpresas e expectativas ao público além de bons sustos dentro da narrativa.

 

Mas o grande mérito do filme é a dupla vivida por Sonny e Sal, enquanto Cazale transforma Sal em um sujeito quieto, amargurado, religioso e sem motivações aparentes, o que o torna ainda mais perigoso já que não sabemos até que ponto ele vai para não ser preso novamente (como ele mesmo diz), Pacino da brilho a personagem principal do filme, um homem que em poucos minutos ve toda a segurança que tinha ser jogada para os policiais,  o quase choro dele ao ver no que a situação se torna é o bastante para elucidar seu despreparo. Porém pela sua simplicidade e por ter o controle da sua vida pela primeira vez ele consegue fugir dessa pressão em torno de sua vida, desde a forma como não dialoga com a esposa verdadeira até como começa a controlar a ação dos policiais. Lógico que basta um agente melhor que ele, nesse caso o agente Sheldon do FBI vivivo por James Broderick para que esse controle desabe gradativamente até o climax drámatico e impactante do final do filme.

 

Esse é um ótimo filme, os momentos em que Pacino conversa com suas duas esposas e como ele toma conhecimento da realidade, no momento do certo e o final do filme são ótimos, e mostram por que Pacino é um dos maiores interpretes de todos os tempos.

 

 

Melhores cenas: A conversar de Pacino com seus parentes, Leon (Chris Sarandon) sua "mulher", Angie sua verdadeira esposa e sua mãe além do impactante final.

 

 
 

Sonhando

 

No começo do mês pude participar da mostra do filme Rebobine por favor (Be Kind Rewind) do diretor Michael Gondry, que ocorreu no MIS - Museu de Imagem e Som aqui de São Paulo. A exposição tinha como principal mote um workshop de como construir um filme nos moldes dos que os atores Mos Def e Jack Black tem que fazer no filme.

A idéia desse post é mostrar um pouco de como foi o processo de criação da nossa obra de arte - A Jornada de uma Noite sem Volta e como ocorreu a exposição.

O WorkShop era dividido em 3 partes distintas. Primeiro era a concepção da idéia geral do filme, defini-se o tema do filme, o genêro em que ele deve se encaixar, o título da obra e uma descrição geral da história.

Na segunda etapa é desenhada todas as etapas do roteiro, com atores, ação principal, dialogos, cenário e peças de roupa que serão usadas para facilitar a filmagem e a terceira etapa é a filmagem própriamente dita.

Na filmagem é proibida realizar cortes, todas as cenas tem que ser feitas na sequência do filme, sem cortes e sem possibilidade de refazer. Então é concentração total e muitas risadas.

Após a filmagem é possível criar uma capa para sua fita e o filme fica a mostra no MIS (Poderiam disponibilizar na INternet, até mesmo criar um mini-festival para ampliar a receptividade e a informação sobre o MIS e sobre o filme) e podemos ver o filme.

Abaixo algumas fotos do nosso workshop:

Cenário do Quarto

Fantasias utilizadas no filme (Robocop, Conduzindo Miss Dayse, Rock e Conduzindo Miss Dayse)

 

Cenário de Externa do Carro

A Criação do 1º cenário

Gravando a primeira cena (lembranças de infância)

Letreiro com o nome do filme no final

Criação da Capa

Criação da capa - parte 2

A capa

Nosso filme no MIS

Contra-Capa

Os brilhantes realizadores.

 

Para quem ficou curioso o nosso filme conta a história de uma mulher presa no transito de São Paulo em uma noite qualquer lembrando do amor da vida dela e de todas a situações que levaram ambos a estarem separados e tudo isso por causa de uma implicação com o chiclete desde a infância dos dois até a fase adulta.

E todo o esse post é para dizer que pretendo assistir o e Kind Rewind amanhã e que aconselho a quem ler esse blog fazer o mesmo. Aproveite e relembre-se dos clássicos dos anos 80 e 90 retratados no filme e se alguem quiser fazer um filme é só me chamar.

Quero agradecer aqui a meus companheiros do workshop retratados na última foto, sem eles o filme e parte de um sonho de um adulto besta que ama cinema não poderia ter sido realizado. (O adulto besta ainda sou eu).

OBS. Descobri que só tenho uma expressão para atuar. Rindo. Portanto sem aulas fico na parte técnica.

Abraços e bom 2009 a todos.

desesperança

ENSAIOS SOBRE A CEGUEIRA  - BLINDNESS (2008)

 

 

 

 

Direção: Fernando Meirelles

Roteiristas: Fernando Meirelles, Don McKellar

Elenco:   Danny Glover, Alice Braga, Julliane Moore, Mark Rufallo, Gael Garcia Bernal, Sandra Oh

Cotação Verde:

 

Análise:   Um projeto que deu errado. Ao meu ver o filme Ensaio sobre a cegueira dirigido pelo brasileiro Fernando Meirelles baseado na obra-prima de Jose Saramago do mesmo nome, demonstra exatamente o pensamento que muitos tem (e vendo o filme posso admitir que compartilho) sobre o ser humano.

 

O filme conta a história de um surto contagioso de cegueira branca que assola todo o mundo, e foca no começo desse surto nos primeiros infectados. Um japones e sua esposa, um médico, uma prostitura, um garoto estrábico, um senhor negro, um barman e demais pessoas que são isoladas da humanidade em uma quarentena em um hospicio sem os cuidados e acompanhamento da sociedade. No meio dessas e de outras pessoas a mulher do médico, vivida magistralmente por Juliane Moore é a única imune a doença mas se interna com o marido para ajuda-lo, porém o que ela enxerga é com certeza maior do que ela pode suportar para toda uma vida.

 

De forma magistral o filme conta com aspectos técnicos apurados, incluindo um efeito de luz que auxilia os espectadores a entender como seria o efeito da doença, sem contar com o ambiente apertado e lotado da quarentena nos cenários sujos e apertados do filme. O roteiro tinha o dificilimo trabalho de adaptar o texto do livro, e como não li o original (erro que pretendo me redimir em breve) só posso dizer que como cinema o texto ficou muito bom.

Porém qual o sinal do fiilme, o que ele mostra, podemos falar de como os cegos na quarentena começam a se tratar como animais, sobrevivendo pela lei do mais forte, principalmente pelo "Rei" do Quadrante 3 vivido de forma excelente por Gael Garcia Bernal, porém antes da chegada dele e de seus companheiros analisamos sinais menores de como o ser humano no filme é mesquinho. A buzina e a impaciencia para uma pessoa passando mal, o roubo de um cego, o desprezo pela mulher passando mal no hotel, independente de sua profissão, o descaso com higiene pelos próprios cegos na quarentena, o descaso das autoridades a um pedido do médico e por ai vai. Analisando friamente, posso imaginar que cegos somos todos que não enxergamos o próximo e nos rendemos a pré-conceitos para definir aquilo que não vemos ou que não queremos ver (A cena do homem que identifica a raça do "rei" no hospício e revela seu "conhecimento" para o homem que o da suporte demonstra isso).

 

 

Melhor cena: A cena da chuva é um exemplo de redenção impressionante, mas o impacto maior do filme é como a personagem de Juliane Moore se transforma durante a projeção, se tornando quase uma femea protegendo a cria na cena da cafeteria, para mim uma analogia do estado animal que regredimos devido a doença.

Perfeição

BATMAN O CAVALEIRO DAS TREVAS  - THE DARK KNIGHT (2008)

 

 

 

 

Direção: Cristopher Nolan

Roteiristas: Cristopher Nolan, Jonathan Nolan

Elenco:   Cristhian Bale, Aaron Eckhart, Maggie Gyllenhaal, Heath Ledger, Michal Caine, Gary Oldman, Morgan Freeman, Eric Roberts, Nestor Carbonell

Cotação Verde:

 

Análise:   Como bom viciado em quadrinhos, logo após o lançamento do filme Batman e Robin (não vou mentir e dizer não gostei do filme na época, vale como filme pipoca e entretenimento, porém Joel Schumacher foi longe demais) uma das minhas discussões com meus amigos era descobrir um interprete ideal para o Batman, não discutia quem seria o melhor coringa, mulher-gato, pinguim, charada ou outros por que a única figura que me incomodava era o Batman na época. Michael Keaton não tinha tipo físico nem voz, Val Kilmer não tinha voz e George Clooney nem pode ser considerado um Batman de verdade (apesar de acha-lo um ótimo ator, aquele fiilme não foi um teste). Depois de um tempo foi lançado um filme chamado Reino de Fogo, sobre uma invasão de Dragões no mundo real. Um dos sobreviventes era interpretado por Cristhian Bale, e naquele filme eu disse a anos atras que ele era o Batman, tipo fisico, voz e principalmente uma excelente atuação o colocariam como o candidato ideal (O filme Batman Begins nem estava sendo cogitado) e para minha sorte minha previsão foi acertada.

 

Mas por que desse começo enrolado para falar do filme? Exatamente por que eu nunca imaginei um elenco tão perfeito quanto o deste filme, não imaginava que Aaron Eckhart poderia traballhar tão bem como Harvey Dent, dando credibilidade a queda dele no filme, não poderia sequer supor no coringa de Heath Ledger, um ator australiano que debutou nos Estados Unidos com o filme juvenil 10 coisas que odeio em você e que conseguiu uma interpretação comparavel a dos grandes mestres, como Al Pacino em Perfume de Mulher, Robert de Niro em Intocaveis e outras mais.

 

O filme continua os fatos após Batman Begins, e mostra a cidade de Gotham como um lugar mais seguro, com os bandidos com medo de agir no escuto e a população se vestindo de Batman para tentar "ajudar" o vigilante. A policia aciona o holofote somente para espantar os bandidos, que com o medo começam a aumentar o poder de fogo contra o Batman - Quanto maior a ação, maior a reação.

 

Nesse periodo surge em gotham um candidato a promotor publíco, honesto e integro, que Batman ve como sua salvação para sair dessa vida de vigilante, um cavaleiro branco com rosto que pode salvar a cidade inspirando as pessoas. Esse cavaleiro branco é Harvey Dent, que também namora a paixão de Bruce Wayne/Batman, Rachel Dawes (Maggie Gyllenhal). Neste mesmo periodo que estuda abandonar as orelhas, batman confronta seu pior inimigo, um sujeito sem nome, sem motivações além da vontade de submeter a cidade ao caos e a desordem para provar que o ser humano nas piores situações se corrompe a Anarquia. Com seu jeito louco, tresloucado, sádico e impressionante ele começa seus planos de enlouquecer Gotham City. Isso é muito pouco para falar da personagem e da atuação de Heath Ledger.

 

Contando ainda com um elenco de apoio de primeira, Michal Caine como Alfred, Morgan Freeman como Lucius Fox, o filme ainda conta com um roteiro impecavel, bem amarrado e que não possui nenhuma cena gratuita ou sequencia sem necessidade. Alem de contar com uma trilha sonora que beira a tristeza e mostra bem o peso e o drama do herói do filme.

 

 

Melhor cena: Vai dos créditos iniciais, quando aparece o logo da DC comics até os créditos finais. Ta bom ou precisa de mais para ir ver o filme?

Perseverança

O SOM DO CORAÇÃO  - AUGUST RUSH (2007)

 

 

 

 

Direção: Kirsten Sheridan

Roteiristas: Nick Castle e James V. Hart

Elenco:   Robin Willians, Keri Russel, Jonatham Rhys Meyers, Terence Howard, Willian Sadler, Freddie Highmore

Cotação Verde:

 

Análise:   Freddie Highmore interpreta Evan, um garoto largado em um orfanato nos arredores de Nova Iorque que possue um dom especial, ele escuta música em todos os barulhos do cotidiano, desde o vento em um milharal até a tensão da energia passando nos fios do poste. Fruto de uma única noite de amor entre Louis Conneny (Rhys Meyers) e Lyla Novacek (Keri Russel), ele cantor, guitarrista e compositor de uma banda de rock ( Os irmãos Connely) e ela violoncista com crescente prestígio, o menino não conheceu os pais mais, porém acredita que pode ser encontrador por eles através da música.

 

Contemplando a clássica trama inicial de pai contra namoro e por ventura gravidez da filha o filme acompanha toda a aventura que a busca de Evan toma, desde sua chegada a cidade de Nova Iorque até seu batizado como August Rush, nome artístico idealizado pelo protetor do menino nas ruas, o "agente" de nome "Mago",  personagem ambiguo e perigoso vivido com um pouco de exagero por Robin Willians. Contando ainda com Terence Howard mal-aproveitado e até mesmo ínutil no papel de um funcionário do orgão protetor infantil nos Estados Unidos o filme dá ínumeras voltas sem parecer (muito) irreal.

 

Um dos pontos fortes do filme é a performance do menino Freddie Highmore, o menino se assemelha muito com a performance de Russel Crowe em A mente brilhante, salvo as devidas ressalvas lógico, já que demonstra uma fascinação tremenda pela sua paixão e foco da sua genialidade (matemática no filme de Russel Crowe e nesse filme a música) o que é extremamente necessário para criarmos a identificação com o protagonista, para quem a música é mais importante que comida.

 

Ainda assim o filme é muito esquemático, forçando um pouco as situações para que a história tenha continuidade e com cenas sem contexto dentro do plano geral mostrado no filme. Como a cena da pulseira de Lyla na discussão do pai o até mesmo na cena onde Louis conversa com a vizinha de Lyla em Chicago. Sem contar na motivação (ou a falta dela) para que o mesmo Louis volte a Nova Iorque.

 

Contando com uma história de perseverança e com uma mensagem clara de siga os seus sonhos (este blog faz parte do meu por isso vou continuar apesar dos periodos longe) o filme é sincero em seu material e não tem a necessidade de esclarecer o além da situação futura de Lyla, Evan e Louis, já que o importante é mostrar como a música, como o amor, nos une e nos torna felizes.

 

Melhor cena: Em homenagem ao dia dos pais, e por ser belíssima a entrega dos dois atores principalmente de Freddie Highmore, uma das melhores cenas do longa é a Jam session no Central Park entre Evan e seu pai Louis. Inclusive com o conselho que vai mudar a vida dos três personagens principais.

Sono

A ULTIMA LEGIÃO  - THE LAST LEGION (2007)

 

 

 

 

Direção: Doug Lefler

Roteiristas: Jez e Tom Butterworth

Elenco:   Collin Firth, Sir Ben Kingsley, John Hanna, Aishwarya Rai, Kevin McKidd

Cotação Verde:

 

Análise:   Tem certos filmes com crianças que eu realmente odeio. Lógico que muitos casos se salvam, mas quando falamos de um filme de ação onde a criança é "protagonista" e não refém fica nitido que alguma coisa está errada. Até hoje acredito que o sucesso de Senhor dos Anéis no cinema não foi repetido por que TODOS os protagonistas dos filmes são crianças. Com exceção de alguns casos, como a cinesérie Harry Potter (Apesar do primeiro ser muito bobo) a maioria, incluso nesses casos este A última legião é de uma chatisse e de uma falsidade no desenvolvimento da criança que é impressionante.

 

O filme conta a história do herdeiro de Cesar, que devido a instabilidade de Roma naquele periodo vai ficar sob a guarda do general Aurelius (Colin Firth) para que seu crescimento seja preservado e que se torne o imperador. Além disso conhecemos seu tutor, interpretado por Sir Ben Kingsley que é o guardião do segredo de uma espada secreta, feita para Julio Cesar de metal vindo do espaço.

 

Como pode se esperar tudo da errado, o jovem é sequestrado e deve ser resgatado pelos soldados sobreviventes de Aurelius, gerando a partir dai uma viagem até a Britania, a visita a muralha de Adriano e o encontro com a ultima legião do filme. A, esqueci de contar, esse filme é feito para contar a história da lenda de Excalibur, e não necessáriamente do rei Arthur como esta escrito de forma estranha no poster nacional do filme ("O surgimento da lenda do rei Arthur")

 

Com personagens chatos, todos aparentemente desinteressados, e algumas interpretações estranhas o filme parece uma montanha russa de acontecimentos e situações cliches, algumas delas que eu vou comentar aqui. A personagem de Ben Kingsley (sem nome) em um momento da trama será "expulsa" de Roma por que é necessário que desempenhe um papel fundamental na sobrevivência do jovem César em um futuro próximo, porém o relacionamento dele com o pai do menino é ridículo, me fazendo pensar que o pai era o vilão do filme, já que aparece sempre brigando ou afastando o filho do seu tutor. Não seria mais interessante para o menino que o pai fosse uma pessoa boa, e que o seu tutor após ter ensinado tudo o que podia se afastar para continuar pela busca da espada. A coincidencia seria até melhor e sentiriamos o efeito do ataque contra a vila de Cesar de uma maneira mais pessoal.

 

Outro cliche idiota é a cena do ataque contra a muralha de Adriano no último ato do filme, e foi nessa cena que eu tive vontade de matar Cesar. Ele sai de dentro da muralha, onde estavam ocorrendo lutas naturalmente, porém era um ambiente mais seguro do que ele ir para fora e ficar no MEIO do exército inimigo, sendo necessário esse subterfúgio sem explicação nenhuma somente para que houvesse a famosa luta final.

 

Já malhei bastante o roteiro então sigo para as interpretações. Colin Firth discursando para seu exército em cena imortalizada e copiada inumeras vezes depois de Coração Valente me deu vontade de chorar, só comparável ao Batman sem voz de Val Kilmer, se ele fosse meu comandante com aquele pulso que ele demonstra em cena eu teria certeza que perderiamos a batalha. Será que é necessário passar por isso por alguns dólares, ou sera que a pessoa que seleciona o elenco e o diretor não conseguem enxergar que ele não serve para filme de ação, pelo menos para esse tipo. Ben Kingsley como o mágico tutor esta no padrão normal de salvador e guia, papel imortalizado ultimamente por Lian Nesson, porém não prejudica mais o que já esta muito ruim. Por último Kevin Mckidd que interpreta exatamente Lucios Vorenos da telesérie Roma, porém dessa vez do lado dos nórdicos, vilão e com mais barba.

 

Não tem o que falar desse filme, a não ser que gastei dinheiro a toa.

Só como curiosidade Aurélia, o feminino de Aurelius, é o nome da personagem portuguesa que Colin Firth se apaixona no filme Simplemente amor.

 

Melhor cena: Não tem.

 

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